terça-feira, 16 de novembro de 2010

O PODER E O MINISTÉRIO DA ORAÇÃO

O relacionamento do cristão com Deus


Entre os anos de 2004 e 2005, durante as terças-feiras dos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, o pastor Pedro de Santana, líder da Assembleia de Deus em Goioerê, estado do Paraná, encarregou-me de ministrar os estudos bíblicos à igreja. A temática daquele período acabou servindo como sugestão do título da revista Lições Bíblicas desse último trimestre do ano, comentada pelo pastor Eliezer de Lira e Silva, da Assembleia de Deus em Curitiba.

Recordo-me que aqueles dias foram responsáveis pelo levantamento de muitas dúvidas que dezenas de membros da igreja — incluindo eu mesmo — tínhamos acerca do assunto. A despeito de ser uma prática milenar e de constituir-se como um dos grandes assuntos da espiritualidade, havendo, justamente por isso, centenas de livros sobre a oração, é natural que dúvidas inusitadas ou assuntos recorrentes surjam. Velhas questões, muitas delas nunca satisfatoriamente respondidas, certamente ainda ocuparão as páginas de obras, inspirarão temas de pregações e estudos e pode ser que elas nos acompanhem até atravessarmos os umbrais da eternidade. Isso obviamente não significa que devemos parar de refletir acerca do assunto, antes, é um convite a que nos debrucemos a respeito do tema, a fim de não reproduzirmos as histerias coletivas que ultimamente tem acontecido por aí.

Coincidência, ou não, há poucos minutos li uma reportagem do jornal carioca O Globo, dizendo que duas clínicas de recuperação para dependentes químicos foram fechadas no interior do estado de São Paulo. O motivo? A única “terapia” utilizada para a “cura” dos drogados era a oração. Não tenho como avaliar o caso, pois precisaria de mais elementos, entretanto, de início, entendo que seja qual for a orientação religiosa, nenhuma clínica pode sentir-se autossuficiente e dispensar os serviços de assistência social, psicológica e médica, com a desculpa que é possível recuperar as pessoas apenas com o “trabalho espiritual”. Tal fato aponta para os equívocos que existem a respeito da oração.

Perspectivas acerca da oração

Um dos nossos grandes erros é achar que conhecemos “muito” (alguns menos lúcidos acham até que sabem “tudo”!) de um assunto, simplesmente por ele ser algo que faz parte do nosso cotidiano. É preciso que quem leciona ou prega, tenha coragem de, tanto quanto possível, pensar coisas simples e comuns de formas, digamos, não muito convencionais e não óbvias. Essa atitude, inevitavelmente, obriga-nos a enxergar dimensões inexploradas acerca de um tema conhecido. Devo adiantar, por exemplo, que não serão consideradas, nesse texto, as chamadas orações multirreligiosas, inter-religiosas, extáticas, verbais, meditativas e contemplativas, mas apenas alguns aspectos de duas delas. Contudo, esse elenco oferece a oportunidade de se vislumbrar o quanto há ainda do tema a ser explorado.

Uma de minhas reflexões preferidas é imaginar quão distinta é a perspectiva divina da oração em relação ao que nós achamos dela. Para grande parte dos cristãos, influenciada pelo pragmatismo, a oração parece ser uma ferramenta ou uma técnica capaz de fazer com que Deus obedeça as nossas ordens ou desejos egoístas. Não acredito em nenhuma “teoria infalível” que pretenda ser uma “receita de bolo” para ensinar os cristãos a “saquearem o céu”. Esse tipo de incentivo ao que pretende ser “oração”, se parece mais com egoísmo, existencialismo ou qualquer outra postura filosófica desse ou de qualquer outro tempo, mas nada tem com o que as Escrituras apresentam (se não de maneira normativa, ao menos, descritiva), em termos de relacionamento com o Eterno — algo que, para mim, define a essência do ato de orar.

O entendimento corrente que reduz a oração ao mero ato de pedir, torna-se inviável diante da atitude de Jesus Cristo para com ela. Várias passagens dos Evangelhos informam que o Senhor retirava-se para orar (Mt 14.23; 26.36,39,44; Mc 6.46; Lc 6.12; 9.28). A despeito das discussões acerca da kenosis, o Senhor não deixou de ser Deus por encarnar-se, mas optou momentaneamente pelo estado de limitação humana, autoprivando-se da imunidade, e sendo vulnerável a todas as demais limitações comuns aos mortais. Ao refletir sobre a inegável verdade de que Jesus Cristo é Deus, nunca ouvi ou li, alguém pensando sobre a questão de o porquê de Ele orar! Se Cristo era e é Deus, existe necessidade de Deus orar? Rapidamente alguém responderá que na condição humana Ele precisava de Deus. Bem isso desconstruiria a verdade de que Ele apenas esvaziou-se, mas não deixou de ser Deus. A grande lição é que, como já disse, a perspectiva divina de oração é diametralmente oposta à nossa. Refletir acerca desse exemplo por parte do nosso Salvador destrói qualquer postura utilitarista a respeito da oração. Jesus Cristo não precisava orar, mas assim procedia pelo fato de que relacionar-se com o Pai é algo da própria natureza de sua divindade.

As motivações que nos levam a orar

Certa vez, um irmão contou-me que comprou um caderno e nele anotava cada minuto dedicado à oração. Em lágrimas ele revelou-me que um dia, ao terminar de orar, antes de fazer a sua anotação, o Senhor Deus disse-lhe, de forma audível, que não estava se agradando de sua postura, e que todas aquelas horas empregadas em “oração” não tinham valor algum, pois serviram apenas para o seu engrandecimento pessoal. Tal foi a surpresa daquele irmão que orgulhava-se das inúmeras horas que contabilizara! Conheço pessoas que sentem prazer em mostrar os seus joelhos “calejados de oração”. Tais demonstrações, na realidade, apontam para os graves e profundos erros que existem em torno de uma das práticas mais comuns do cristianismo. Acerca do assunto, escreve A. W. Tozer, que ao “orarmos, deveríamos avaliar quem está agindo: o desejo do nosso coração ou o Espírito Santo”. Sua conclusão caminha no sentido de que, se a “oração tem sua origem no Espírito, então a luta espiritual pode ser bela e maravilhosa; mas, se somos vítimas de desejos alimentados em nosso coração, a nossa oração pode tornar-se tão carnal quanto qualquer outro ato”.1

Isso significa que propósitos egoístas podem estar escondidos sob uma aparente piedade ritualística. Uma voz melancólica, chorosa e que parece mais teatral que espontânea, longe de evidenciar um perfil piedoso, revela a perspectiva enganosa de alguns em relação a Deus. Não são a mera aparência ou a posição física, a tonalidade ou o timbre da voz, as palavras ou as expressões faciais que levam a oração a ser aceitável diante do Senhor, mas a disposição do coração, as intenções e a motivação com que nos dirigimos a Ele.

Ainda no tocante às nossas motivações para orar, N. T. Wright afirma que quando “nos detemos diante de algumas impressionantes promessas do Novo Testamento (‘Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito’ [Jo 15.7]), descobrimos que elas estão equilibradas por um estranho fenômeno”. A surpresa vem com a revelação que o autor faz na sequência, dizendo que quando “reivindicamos ousadamente essas promessas, descobrimos que, se formos sinceros, nossos desejos e esperanças serão suavemente, porém firmemente remodelados, separados e colocados novamente em ordem”.2 Em outras palavras, nossas prioridades terão sido colocadas de cabeça para baixo e, como na Oração do Pai-Nosso (Mt 6.9-13), em vez de petições meramente temporais e transitórias, certamente, desejaremos o Reino de Deus, a santificação do Nome do Senhor, a vontade soberana e benfazeja dEle, e somente nos lembraremos de nós mesmos em último lugar.

Orações verbais e “silenciosas”

Se fôssemos falar sobre o conteúdo, orações “cristãs” que se parecem mais com o que é praticado no paganismo, “onde”, segundo N. T. Wright, “o ser humano tenta invocar, apaziguar, adular ou subornar o deus do mar, o deus da guerra, o deus do rio ou o deus do casamento para obter favores especiais ou evitar perigos específicos”3, talvez façam qualquer coisa, menos glorificar ao Senhor. Obviamente que isso não quer dizer que não se pode pedir algo que desejamos ou suplicar socorro em momentos de apreensão. Todavia, imaginar Deus como um ser alheio às nossas motivações (algo que, tudo indica, pesa mais que as palavras, os gestos e a posição física), diminui-lhe a divindade, pois faz com que um de seus principais atributos seja negado. “Dizemos”, como afirmou C. S. Lewis, “que Deus é onisciente; contudo, boa parte de nossas orações parece consistir em transmitir-lhe informação”.4

Ultimamente tenho aprendido que o nosso palavrório diante de Deus, “priva-o” de responder-nos e impede-nos de ouvi-lo. Como pentecostais, aprendemos que a “boa oração” é a mais barulhenta, altissonante e verborrágica, não obstante, após fazê-la, é possível que saiamos do ambiente ou que nos levantemos do lugar, muito mais orgulhosos que humildes, e mais cheios de si que do Espírito. Assim, reconsidero historicamente a importância do hesicasmo, não como movimento ou ordem monástica, mas como “prática do silêncio”. Alister McGrath afirma que o “tema do ‘silêncio’ pode estar relacionado ao tema apofático do mistério de Deus, isto é, ao reconhecimento de que a linguagem humana nunca será capaz de fazer jus a Deus”. Tal assunto aponta para a verdade, dita pelo mesmo autor, de que no lugar de “pronunciar clichês banais, a resposta certa ao confronto com toda a maravilha de Deus é o silêncio”. E isso por uma razão muito simples: “Estar em silêncio muitas vezes é condição prévia para a oração eficaz (que pode ser pensada como ‘ouvir Deus’)”. Esse “silêncio” não significa inércia ou frieza espiritual, pois antes de qualquer coisa, não se está discutindo o mero ato de quietude, de afastamento do convívio social, mas o distanciar-se de “todas as distrações para se concentrar em Deus”.5 

A oração como dever e como relacionamento

À guisa de conclusão, eu diria que a “prática do silêncio” colocada por McGrath, leva-nos a pensar o quanto os afazeres e o corre-corre das obrigações diárias, quando não priva-nos de orar, conseguem tirar a nossa concentração no momento de falar com Deus. Para C. S. Lewis o grande problema não está especificamente na falta de atenção, mas no que ele chama de “oração como dever”: “Ora, o que incomoda não é o simples fato de cumprirmos o dever de orar às pressas e de qualquer jeito. O que incomoda de verdade é o fato puro e simples de a oração ser contada entre os deveres”. Essa percepção, segundo Lewis, não indica que estamos fazendo algo para o que não fomos criados, antes, demonstra que se “fôssemos perfeitos, a oração não seria um dever, mas deleite”. Assim, as dificuldades enfrentadas no período da oração ou nos momentos que o antecedem, demonstram apenas que “justo as atividades para as quais fomos criados são, enquanto vivemos na Terra, impedidas de várias maneiras: pelo mau em nós mesmos e nos outros. Não praticá-las é abandonar nossa humanidade. Praticá-las com naturalidade e prazer ainda não é possível. Essa situação cria a categoria do dever, todo o reino do especificamente moral”.6

Mas chegará o dia em que orar não mais será um dever, e tudo o que aqui vivemos em perspectiva, será efetivamente real (1Co 13.12), e a oração se transformará em relacionamento sólido e verdadeiro com Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Até lá, porém, devemos praticar o dever de orar, buscando sempre o auxílio do Espírito Santo — nosso real e verdadeiro Intercessor (Rm 8.26) — fazendo com que o antegozo daqui, supra-nos momentaneamente a necessidade que somente se satisfará plenamente quando lá estivermos. 

NOTAS

1 TOZER, A. W. Este mundo: Lugar de Lazer ou Campo de Batalha? Descubra a verdadeira missão de um discípulo de Cristo. 2.ed. Rio de Janeiro: Danprewam, 2009, p.27.

2 WRIGHT, N. T. Simplesmente Cristão. Por que o cristianismo faz sentido. 1.ed. Viçosa: Ultimato, 2009, p.183.

3 Ibid., p.175.

4 LEWIS, C. S. Oração: Cartas a Malcolm. Reflexões sobre o diálogo íntimo entre o homem e Deus. 1.ed. São Paulo: Vida, 2009, p.25.

5 MCGRATH, Alister. Uma Introdução à Espiritualidade Cristã. 1.ed. São Paulo: Vida, 2008, pp.191-2.

6 LEWIS, C. S. Oração: Cartas a Malcolm. Reflexões sobre o diálogo íntimo entre o homem e Deus. 1.ed. São Paulo: Vida, 2009, pp.143-46.

 
Publicado originalmente na Revista Ensinador Cristão, nº 44, ano 11, pp.14-6.

sábado, 6 de novembro de 2010

PLANO DE AULA (6ª LIÇÃO) A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO NA VIDA DO CRENTE

“Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno” (Hb 4.16).
Estamos na era da Globalização, tudo gira em torno dela. Riquezas, avanços tecnológicos e científicos, mudanças de costumes, a globalização afeta todas as áreas da sociedade, principalmente comunicação, comércio internacional e liberdade de movimentação, com diferente intensidade dependendo do nível de desenvolvimento e integração das nações ao redor do planeta. Somos influenciados todos os dias pela globalização, a globalização nos afasta do sobrenatural e nos leva para tudo que é lógico. A humanidade inteira está cada dia mais distante de Deus, o Deus que opera todas as coisas e confunde a lógica.

A IMPORTÂCIA DA ORAÇÃO
Quanto tempo dedicamos para Deus? A verdade é que temos dedicado pouco tempo para Deus. As vezes até o buscamos, outras, nem nos lembramos que ele abriu uma avenida no meio do mar. O homem tem negligenciado a oração em sua vida. Observe comigo uma estatística muito interessante: Se você dedicar 30 minutos diários do seu tempo para orar, ao final de 70 anos de existência, terá empregado só um ano orando ao senhor. Se dedicar 3 horas semanais para ir à oração, durante 70 anos, só terá dedicado um ano e três meses em render adoração ao Senhor.
A pior coisa é um crente que não vive uma vida de oração. Os discípulos de Jesus sentiram essa necessidade e pediram-lhe para que lhe ensinasse a orar (Lc 11.1). A oração é a chave da vitória. Consiste na manutenção do contato com o Criador. A oração leva-nos a uma profunda intimidade com o Senhor. A oração deve ser inerente à vida de todos os irmãos. Quanto mais oramos, mais nos fortalecemos espiritualmente, crescemos em Fé e nunca perdemos a esperança.
Quando lemos em Atos dos apóstolos, capítulo três, vemos que o valor da oração é muito grande, ou seja, quando vamos ao templo com o propósito de orar, Deus opera milagres.

TEMPO DE SE APROXIMAR DE DEUS
Hebreus é importante não pelo seu ensino direto sobre a oração, mas por causa de sua doutrina a respeito do Senhor Jesus Cristo como o Grande Sumo Sacerdote que, por sua intersessão junto ao Pai, torn possível a oração cristã (Wycllife Pg.1422).
Paulo escrevendo ao Pastor Timóteo disse: ...Nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos... (2Tm 3.1-5). A humanidade está cada dia mais apostatando do Senhor, o principal motivo dessa apostasia está relacionada exclusivamente a falta de oração.
Isaias disse: “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Is 55.6).
Como se aproximar de Deus? A carta aos Hebreus nos responde essa pergunta dizendo: Com ousadia pelo sangue de Cristo (Hb 10.19), pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou (Hb 10.20), por meio de um grande Sumo Sacerdote (Hb 10.21), com Coração verdadeiro, puro e fé (Hb 10.22-23).

Ev. Robson Manoel Lucena e-mail:ebd@assembleiadedeus-abreuelima.org (Fone: 41091966) FONTES BIBLIOGRÁFICAS Bíblias de Estudos: Pentecostal, Explicada, Almeida, Aplicação Pessoal, Dake; Estudo Panorâmico da Bíblia (ED. Vida); DC Vine, wycliffe, strong, Aurélio; Teologia Sistemática de Eurico Bergstén (CPAD); Teologia Sistemática (Charles Hodge, Hagnos); Enciclopédia de Bíblia “Teologia e Filosofia” R.N. Champlin (HAGNOS); DC internacional de Teologia do NT (Vida Nova); DC da Bíblia John D. Davis; Pequena Enciclopédia Bíblica (O.S. Boyer).

sábado, 30 de outubro de 2010

ORANDO COMO JESUS ENSINOU - Esboço da Lição 5 da CPAD

O Pai nosso descrito em Mateus 6.9-13 é tido como a oração-modelo de todo cristão. Algo que deve ser aprendido e transmitido por toda geração, não como por repetição mecânica, mas por repetição que ensine a essência da oração.

1- Pai nosso que estás nos céus.
"Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus..."(João 1.12)
Como temos recebido a Deus mediante a nossa fé em Cristo, temos o direito de chamá-lo de pai e compreendermos que Ele nos adotou e nos amou primeiro, fazendo-nos herdeiros seu por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador.

2- Santificado seja o teu nome.
Quantos de nós usamos o nome de Deus em vão? Qual é o nosso testemunho de vida mediante o viver para Deus?
Que possamos ser como os serafins que "Clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos exércitos; toda a terra está cheia da sua glória." (Isaías 6.3)
O nome de Deus é tão santo e excelso que se torna díficil contar quão excelso é o seu nome (Isaías 12.4). Conforme nos diz Francisco Amaral numa reflexão: "Santificar o nome de Deus é glorificá-lo em nossa vida. O nome do Senhor é santificado ou profanado na proporção do nosso bom ou mau testemunho cristão."

3- Venha o teu Reino.
"Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça e todas essas coisas vos serão acrescentadas." (Mateus 6.33)

4- Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu.
O próprio Jesus Cristo não apenas nos ensinou, como mais adiante ele tem mostrado por meio da ação, estando Ele no Getsêmani, fazendo sua oração ao Pai, Jesus disse: "Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua." (Lucas 22.42)
Que possamos abrir mão de nossos desejos e vontades, para estarmos prontos a receber os desejos e vontades de Deus.

5- O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.
Deus é o nosso Provedor.
Temos nosso papel de trabalhar em função de nosso sustento. "No Suor do teu rosto, comerás o teu pão..."(Gênesis 3.19a)
Deus conhece todas as nossas necessidades. "Fui moço e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão." (Salmos 37.25)

6- Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.
O Perdão é recíproco. Estudamos na física a terceira lei de Newton, conhecida como a lei da ação e reação em que diz: "Toda a ação provoca uma reação de igual intensidade, mesma direção e em sentido contrário."
Antes de Newton existir, o próprio Cristo já havia ensinado esta lei aos seus discipulos, e isto chamo de "A lei de Cristo": Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso pai celestial vos perdoará a vós. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso pai vos não perdoará as vossas ofensas. (Mateus 6.14,15)

7- E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal.
Não devemos brincar com as nossas limitações, pois o próprio Cristo nos alerta a "vigiarmos e orarmos, para que não entremos em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca."(Marcos 14.38 - grifo nosso)
Pelo motivo de sermos sujeitos a tentação, devemos estar em constante oração para que Deus nos livre do poderio e das tramas do inimigo. (I Tessalonicensses 5.17 - "Orai sem Cessar")
"Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal." Esta foi a oração de Cristo ao Pai em João 17.15

8- Porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém!
Iniciamos a oração-modelo exaltando e santificando o nome do Senhor.
Devemos finalizar, exaltando e santificando o Senhor também, pois Ele é o "Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-poderoso." (Apocalipse 1.8)
Pois a Jesus Cristo foi-lhe dado todo o poder no céu e na terra. (Mateus 28.18)

Conservemos em nossos corações este modelo de oração, para que possamos ter um maior e real contato com Deus sem hipocrisia.

Por Ismael Ramos

Apoio Bibliográfico
-Bíblia de Estudo Pentecostal; Revista e Corrigida, Edição de 1995.
-Lição Bíblica da CPAD; Jovens, Adulto.
-Minidicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa. CALDAS AULETE. 2009

sábado, 23 de outubro de 2010

PLANO DE AULA (4ªLIÇÃO) A ORAÇÃO EM O NOVO TESTAMENTO

“Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar” (1Ts 5.16,17).
A lição de hoje fala sobre a Oração em o NT. O que seria essa Oração? O que caracterizou a oração em o NT? Como iniciou a oração em o NT? Essas são as perguntas mais frequentes sobre a oração no NT.

Os objetivos dessa lição são:
Explicar as características da oração em o NT
Compreender o início de um novo relacionamento com Deus
Conscientizar-se de que as nossas batalhas devem ser combatidas com oração

A ORAÇÃO EM O NOVO TESTAMENTO
A oração em o NT inicia-se no calvário, com o cordeiro Jesus cristo dando a vida por nós e nos fazendo participantes de uma nova aliança. No AT, a oração era dirigida diretamente a Deus, o Deus da aliança do Sinai. No Novo Testamento, a oração é dirigida a Deus por meio de Jesus Cristo, ele é o Cordeiro que foi morto pelos nossos pecados.

Quadro ilustrativo (Oração no AT e no NT) ORAÇÃO
MEDIADOR
INTERCESSOR
FEITA A QUEM
AT
DIRETA
DIRETA
A DEUS
NT
JESUS CRISTO (1Tm 2.5; Hb 9.15; 12.24; 7.25)
ESPÍRITO SANTO (Rm 8.26)
O MESMO DEUS DO AT


Jesus foi o maior exemplo de Oração para igreja primitiva. Sua vida no NT foi uma vida de oração (Mc 1.35; Lc 5.16; 6.12), no batismo (Lc 3.21-33), na escolha dos dozes apóstolos (Lc 6.21), na confissão de Pedro (9.18), no Getsêmani (Lc 22.39) e na transfiguração (9.28). Foi ele quem fez a oração mais longa do NT Jo 17. Jesus ora novamente por aquela glorificação que vem com a cruz (1-5), pelos seus discípulos (VV. 6-9) e pela Igreja Cristã que viria a existir (VV. 20-25).

CARACTERÍSTICAS DA ORAÇÃO EM O NOVO NT
FÉ tanto no AT como no NT, a oração para ser atendida, deveria ser feita com Fé (1 Sm 1-2). No NT, a Fé da igreja primitiva fez com que os primeiros cristãos não saíssem de Jerusalém e esperassem o consolador (Espírito Santo de Deus).
PERSEVERANÇA Quando Paulo fala de orar sem cessar (1 Ts 5.17), ele não está mandando orar de hora em hora. Ele está falando de perseverar, não desistir, não fracassar. A perseverança esteve presente nos ensinamentos de Jesus (Mt 7.7,8; Lc 18.1-7), nos dias da Igreja primitiva (Lc 24.53; At 1.14,24; 2.46-48; 6.5-6; 12), na oração dos Apóstolos (Rm 12.12; Cl 4.2; 1Tm 5.5).
ARMA DE GUERRA ESPIRITUAL Jesus orou no Calvário (Jo 17), a Igreja orou nas perseguições (At 7;12), o apóstolo Paulo fala de um combate Espiritual (Rm 15.30; Cl 4.12).

Ev. Robson Manoel Lucena e-mail:ebd@assembleiadedeus-abreuelima.org (Fone: 41091966)
FONTES BIBLIOGRÁFICAS Bíblias de Estudos: Pentecostal, Explicada, Almeida, Aplicação Pessoal, Dake; Estudo Panorâmico da Bíblia (ED. Vida); DC Vine, wycliffe, strong, Aurélio; Teologia Sistemática de Eurico Bergstén (CPAD); Teologia Sistemática (Charles Hodge, Hagnos); Enciclopédia de Bíblia “Teologia e Filosofia” R.N. Champlin (HAGNOS); DC internacional de Teologia do NT (Vida Nova); DC da Bíblia John D. Davis; Pequena Enciclopédia Bíblica (O.S. Boyer).

sábado, 16 de outubro de 2010

A ORAÇÃO SÁBIA - Esboço da Lição 3 da CPAD

Por Ismael Ramos
INTRODUÇÃO

Salomão amava ao Senhor e seguia os conselhos de seu pai.
(I Crônicas 22.9) Filho de Davi e Bate-Seba, o terceiro rei de Israel. I Reis caps. 1-11 e II Crônicas 1-9, narram a sua história. Durante seu glorioso reinado, Israel atingiu o auge de seu domínio.
Salomão dominava todos as terras conquistadas por Davi (I Reis 5.4) e na Palestina subjugou todos os habitantes que não eram israelitas (I Reis 9.20,21). Viveu num lar marcado por problemas morais, incesto, assassinato, usurpação, prostituição realizadas por parte de seus familiares. A última parte de seu reinado não correspondeu à esperança do início, quando, na sua famosa experiência em Gibeão (I Reis 3.9), ele escolheu em lugar de muitos dias de vida, o ouro e a vitória sobre os seus inimigos, a sabedoria, e deu-lhe Deus, além de riquezas e honra, "um coração sábio e entendido."
Como disse Robert L. Brandt: "O coração de Deus é cativado não somente por uma atitude humilde, mas também por uma petição destituída de egoísmo."
AS CARACTERÍSTICAS DA ORAÇÃO DE SALOMÃO
Segundo Eliezer de Lira e Silva, comentarista desta lição, o mesmo apresenta 3 características na oração do rei Salomão.
a) Salomão confessou que Deus é único.
Em sua oração, sendo a mais longa oração da literatura bíblica (I Reis 8.22-53), Salomão apresenta Deus como único Deus, em cima nos ceus e embaixo na terra (I Reis 8.23)
b) Salomão proclama a fidelidade de Deus.
A apresentação de Deus como sendo fiel por Salomão, mostra o quão é importante anunciarmos esta fidelidade Divina, pois a construção da mesma são povo da fidelidade de Deus por meio da promessa feita a Davi, pai do rei Salomão. (I Reis 8.25,26)
c) Salomão era sensível ao bem estar de seu povo.
Em I Reis 8.28-34, vemos exemplo do amor e benevolência de salomão pelo povo; um rei que em sua oração demonstra preocupação pelo bem-estar do povo, tanto nas necessidades sociais, quanto espirituais.
A ORAÇÃO INTERCESSÓRIA
O verbo interceder, significa, intervir (a favor de alguém ou de algo); pedir, rogar (por alguém).
A oração intercessória é, portanto, a conversa do homem com Deus em favor de outrem.
Salomão - I Reis 8.22-54
Abraão - Gênesis 18.22-33
Moisés - Hebreus 11.24-26
Ana, a profetisa - Lucas 2.36-38
Estes dito acima são exemplos de que demonstraram sensibilidade espiritual e social pelo povo.
O próprio Jesus Cristo (Lucas 23.34) mesmo na cruz, intercedeu pelo povo, rogando ao pai o seu perdão.
CONCLUSÃO
Como está sendo feita a sua oração? de forma egoísta? esquece-se dos outros?
Que a partir destes instantes, mediante ao que já aprendemos, possamos colocar em prática a oração sábia, a oração intercessória, não sendo egoísta, pois finalizo estas palavras com a citação falada por Robert L. Brand:
"Digno de destaque na oração de Salomão é sua consciência de que as bençãos e as provisões de Deus estão relacionadas a ações concretas no sentido de satisfazer aos requisitos e condições divinos. Esquecer esse fato é orar em vão."
Portanto, sejamos sábios em nossas orações.
Por Ismael Ramos
Fontes bibliográfica:
-Bíblia de Estudo Pentecostal (Revista e Corrigida, 1995)
- Minidicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa - Caldas Aulete. Ed. Brasil
- Concordância Bíblica; Tradução e Adaptação de Jabes Torres. 26ª edição.

PLANO DE AULA (3ª LIÇÂO) A ORAÇÃO SÁBIA

“E acabando Salomão de orar, desceu fogo do céu e consumiu o holocausto e os sacrifícios; e a glória do Senhor encheu a casa” (2Cr 7.1).
Nesta terceira lição, iremos abordar a história do homem mais sábio da bíblia (Salomão) (1Rs 3.12). O sábio dos sábios, Jesus, disse de Salomão: “A rainha do Sul... veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão...” (Mt 12.42). Depois do maior Julgamento da história da bíblia (o julgamento das duas mães), a repercussão do ato entre o povo foi muito grande, assim registra a bíblia: “E todo o Israel ouviu a sentença que dera o rei, e temeu ao rei; porque viram que havia nele a sabedoria de Deus, para fazer justiça” (1Rs 3.28).

PALAVRA CHAVE (Sabedoria)
Do hebraico “hokmã” e do grego “Sophia”. É a capacidade de julgar corretamente e agir prudentemente. Jesus, a verdadeira sabedoria. Paulo, fez uma manifestação acerca da verdadeira sabedoria, declarando que na sua pregação, tanto a gregos como a judeus, anunciava a “Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus” (1Co 1.24). Os evangelhos nos mostram que Jesus crescia em sabedoria, e em estatura e em graça para com Deus e os homens (Lc 2.52), mas em sua natureza divina, repousava sobre ele o Espírito sétuplo cujo o principal atributo é a sabedoria (Is 11.2). Durante o seu ministério aqui na terra, as multidões perguntaram “donde veio a este a sabedoria” Mt 13.54; Mc 6.2), não percebendo que alguém maior que Salomão estava ali (Mt 12.42).
Há uma diferença fundamental entre a sabedoria divina e a humana: a divina é o conhecimento absoluto e pleno de todas as coisas. A humana é o conhecimento relativo de algumas coisas que a mente do homem pode alcançar e reter. Onde termina a mente, a sabedoria e o conhecimento humanos, aí então começa a sabedoria de Deus (Rm 11.33-36).
Para fazermos uma oração sábia, precisamos de sabedoria (Sl 19.6-7; Pv 2.6; 3.13; 8.11; 9.10; 24.7; Tg 1.5).

SALOMÃO, UM JOVEM DE ORAÇÃO.
“O homem sábio sabe comporta-se com habilidade para ter êxito na vida” (Pv 8.12-21). Esse provérbio resume a história do rei Salomão, enquanto teve sabedoria, Salomão teve êxito em tudo (1Rs 3.5-14, 16-28; 4-10 ).
O nome Salomão ou Shlomô (em hebraico:שלמה ), deriva da raiz Shalom, que significa "paz", tem o significado de "Pacifico". Foi adicionalmente chamado de Jedidias (em árabe س ل يمان Sulayman) pelo profeta Natã, nome que em hebraico significa "Amado de Jeová". (II Samuel 12:24, 25). Foi o segundo filho de Davi com Bate-Seba. O seu primeiro filho morreu logo após o nascimento (2Sm 12.18). Salomão foi o quarto filho nascido ao rei Davi em Jerusalém (2Sm 5.14; 12.24). como terceiro rei de Israel, Salomão reinou durante 40 anos (aproximadamente de 971 a 931 ou de 960 a 922). Ele era filho da esposa favorita de Davi, Bate-Seba, uma mulher inteligente e encantadora que exercia uma grande influencia sobre o rei , e um grande poder sobre a corte. Salomão cresceu em uma casa poligama. O rei Davi casava-se frequentemente (18 casamentos). De fato, Salomão cresceu em um lar conturbado e cheio de problemas (2SM 11.10-11). Salomão foi o fruto bom daquela família. Jovem religioso iniciou seu reinado oferecendo 1000 sacrifícios ao senhor (1rs 3.4; 1cr 21.29).

Ev. Robson Manoel Lucena e-mail:ebd@assembleiadedeus-abreuelima.org (Fone: 41091966)
FONTES BIBLIOGRÁFICAS Bíblias de Estudos: Pentecostal, Explicada, Almeida, Aplicação Pessoal, Dake; Estudo Panorâmico da Bíblia (ED. Vida); DC Vine, wycliffe, strong, Aurélio; Teologia Sistemática de Eurico Bergstén (CPAD); Teologia Sistemática (Charles Hodge, Hagnos); Enciclopédia de Bíblia “Teologia e Filosofia” R.N. Champlin (HAGNOS); DC internacional de Teologia do NT (Vida Nova); DC da Bíblia John D. Davis; Pequena Enciclopédia Bíblica (O.S. Boyer).

sábado, 9 de outubro de 2010

PLANO DE AULA (2ª LIÇÃO) A ORAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO

 “Então, os sacerdotes e os levitas se levantaram e abençoaram o povo; e a sua voz foi ouvida, porque a sua oração chegou até à sua santa habitação, aos céus” (2Cr 30.27).
Na lição de hoje, iremos estudar a origem da oração na Bíblia. A oração e o sacrifício são duas atividades antiguíssimas na bíblia. Tanto a oração como o sacrifício começaram nos dias das primeiras famílias da terra. O sacrifício veio um pouco antes da oração (Gn 4.2-3), depois da morte de Abel, Eva concebeu e deu a luz a um varão, Sete, e Sete gerou a Enos; então se começou a invocar o nome do Senhor.

O DESENVOLVIMENTO DA ORAÇÃO NO AT
No Éden, no período da inocência, Adão se comunicava com Deus todos os dias (Gn 1.28; 3.8), de fato, existia um dialogo entre Deus e Adão no Éden. Em todos os diálogos entre Deus e Adão, não vemos em nenhum momento Adão invocando em o nome do Senhor, porque o próprio Deus estava ali todos os dias. Esse diálogo não era realizado por meio de uma oração. Logo, entendemos que a oração veio para unir a alma do homem a Deus.
Não sabemos como a família de Sete começou essa invocação, porém, a bíblia nos deixa claro que eles invocaram o nome do Senhor (Gn 4.25-26).
Tanto no AT como no NT, a oração é o meio de comunicação que liga a alma do homem a Deus. No AT, qualquer pessoa, com o coração puro, poderia invocar o nome do Senhor (1Sm 1.10,11,27). A luta de Jacó foi uma experiência que foi interpretada no AT em termos de oração (Gn 32.24-32; Os 12.4).

A ORAÇÃO NO PENTATEUCO E A ORAÇÃO DOS PROFETAS
A oração na bíblia sempre teve os seus altos e baixos. Durante o exílio do povo de Israel no Egito, o povo invocou o nome do Senhor (Ex 3.7), Deus ouviu a oração e livrou a nação de Israel do jugo egípcio. Logo depois do regozijo, chegou à murmuração. A provação era real; a necessidade urgente; água amarga não serve para beber. Oração a Deus era o recurso evidente, mas em vez disso o povo murmurou contra o servo de Deus, Moisés (Ex 14-17).
A oração no ministério profético foi decisiva em diversas ocasiões. O profeta orava como qualquer pessoa do AT. O profeta Elias e muitos outros profetas do AT se destacaram na história de Israel e fizeram a diferença justamente por causa da oração. A oração de Elias no Carmelo é uma das orações mais desafiantes do AT (1Rs 18.22-46). Quando estudamos o ministério da Oração no AT, vemos que orar é desafiar as nossas próprias limitações, em fim, quem muito ora, muito recebe. A oração nos leva a uma intimidade profunda com o nosso Deus.

Ev. Robson Manoel Lucena e-mail:ebd@assembleiadedeus-abreuelima.org (Fone: 41091966)
FONTES BIBLIOGRÁFICAS Bíblias de Estudos: Pentecostal, Explicada, Almeida, Aplicação Pessoal, Dake; Estudo Panorâmico da Bíblia (ED. Vida); DC Vine, wycliffe, strong, Aurélio; Teologia Sistemática de Eurico Bergstén (CPAD); Teologia Sistemática (Charles Hodge, Hagnos); Enciclopédia de Bíblia “Teologia e Filosofia” R.N. Champlin (HAGNOS); DC internacional de Teologia do NT (Vida Nova); DC da Bíblia John D. Davis; Pequena Enciclopédia Bíblica (O.S. Boyer).