sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

ASSISTÊNCIA SOCIAL, UM IMPORTANTE NEGÓCIO.

Por Pr. Altair Germano


Lição 7 - 1º Trimestre de 2011
Texto Bíblico
: Atos 6.1-7
Texto Áureo: At 4.35

O capítulo 6 e versos 1-7, nos relata um problema surgido na comunidade cristã em Jerusalém, que provocou uma murmuração (gr. goggysmós). As ofertas eram depositadas aos "pés dos apóstolos" (At 4.34-37; 5.1-2), que com o crescimento dos discípulos começaram a ter dificuldades na administração do trabalho social, visto que estavam divididos entre este ministério, o da palavra e a oração.

A murmuração consistia no fato das viúvas gregas serem desprezadas na distribuição diária dos donativos. Boor (2003, p. 104) esclarece que "Na Antiguidade simplesmente não havia uma possibilidade de ganho próprio para as mulheres. Se uma viúva não tinha filhos que providenciassem se sustento, ela se encontrava em grande aflição". Conforme Kistemaker (2006, p. 298):

O Novo Testamento, para não dizer o Antigo, tem muito a dizer acerca da posição e dos direitos da viúva em Israel. Muitas viúvas da Palestina do século 1º enfrentaram a pobreza, mesmo que as autoridades judaicas houvessem feito provisões para o seu sustento (por exemplo, Mc 12.42-44). Dentro da igreja prevalecia o princípio de que não deveria haver nenhum carente entre aqueles que criam. Note-se que Tiago categoriza o cuidado pelos órfãos e viúvas como parte da religião que é pura e sem mancha (Tg 1.27). Paulo também prescreve regras e ordenação: para viúvas que ralmente necessitam de sustento diário; para aquelas que devem ser sustentadas pelos filhos e netos; para viúvas que têm 60 anos ou mais; para viúvas mais jovens que devem casar-se; e para mulheres crentes que devem ajudar a sustentar as viúvas (1 Tm 5.3-16).

Uma grande virtude da liderança é a capacidade de ouvir críticas sem ficar melindrado. Há líderes que não suportam críticas e questionamentos, mesmo quanto são feitos com respeito e com as melhores das intenções. Os apóstolos não ficam melindrados, e diante das críticas agem de forma objetiva, convocando a comunidade para juntos buscarem solução para o problema (BOOR, idem). Algo digno de nota em Atos é a constante participação de toda comunidade cristã em grandes decisões (1.15-26; 6.1-6; 15.6, 12, 22).

Sempre que não atentamos para as prioridades do ministério que recebemos do Senhor, estaremos passíveis de cometermos falhas, mesmo que involuntárias. Assim como no episódio aqui descrito, nos dias atuais há muitos líderes que deveriam estar ocupados com a palavra e com a oração, mas estão envolvidos com "coisas" que não deveriam ser prioritárias em sua atividade ministerial, e que deveriam ser delegadas para outros. Em meu livro Estudos Bíblicos e Escritos (2010, p. 113-114), escrevi sobre a "coisificação do ministério pastoral", e reproduzo abaixo algumas questões abordadas:

Um fenômeno tem preocupado aqueles que de maneira crítica, lançam seus olhares sobre a prática pastoral na igreja evangélica brasileira. Falo da "coisificação" do ministério pastoral. Pastor virou "gestor". O pastor não dedica mais o seu tempo para cuidar de pessoas. As coisas e os negócios da igreja se tornaram prioridades. O tempo que deveria investir em oração e na leitura devocional da palavra (relação pessoal de comunicação com Deus), e na visitação (relação pessoal de comunicação com os santos), é empreendido agora na administração dos negócios, no acompanhamento das contas, nas visitas às construções e em outras vária atividades impessoais. [...] Penso ser também uma questão de reprodução de um modelo centralizador e clerical, onde o pastor é o detentor de todos os saberes e habilidades, o único apto, capaz e vocacionado para o exercício com excelência de todos os dons espirituais e ministeriais. Pobre e medíocre visão. Precisamos de um ministério pastoral mais humanizado e menos coisificado. Para isto é necessário descentralizar as tarefas e rever as prioridades do ministério pastoral no atual contexto da igreja evangélica brasileira.

Sobre isto escreveu Stott (2003, p. 135-136):

Os apóstolos não estavam ocupados demais para ministrar; eles estavam preocupados com o ministério errado. O mesmo acontece com muitos pastores. Em vez de se concentrarem no ministério da palavra (que inclui pregar para a congregação, aconselhar pessoas e treinar grupos), eles se tornam superatarefados com a administração. às vezes, a culpa é do pastor (que quer segurar todas as rédeas em suas próprias mãos) e às vezes a culpa é do povo (que exige que o pastor seja um factótum). Em ambos os casos, as consequências são desastrosas. O nível da pregação e do ensino caem, já que o pastor tem pouco tempo para se dedicar ao estudo e à oração.

Costumo afirmar que é notório nos dias atuais a inversão dos papéis, ou seja, temos pastores fazendo a tarefa dos diáconos, e diáconos realizando a tarefa dos pastores.

A INSTITUIÇÃO DO DIACONATO

Diante do problema, a solução encontrada pelos apóstolos foi a de convocar os discípulos para que escolhessem sete homens com as qualidades necessárias para assumirem a tarefa da distribuição diária (6.3). Estes homens deveriam ter testemunho (martyrouménous), ser cheios do Espírito (pléreis pneúmatos) e de sabedoria (sophías). Boor (Ibidem, p. 105) comenta que: "Os apóstolos não dizem por que devem ser justamente 'sete'. Contudo, nas comunidades judaicas a diretoria local geralmente era formada por sete homens, os quais eram chamados 'os sete da cidade'.

Embora o termo diáconos (gr. diaconoi) não apareça no texto, muitos estudiosos entendem que aqui foi instituído o diaconato.

É relevante também a observação que Stott (idem) faz, quando comenta acerca da importância deste trabalho social (dos diáconos) em relação ao trabalho pastoral (apóstolos):

Nenhum ministério é superior ao outro. Pelo contrário, ambos são ministérios cristãos, ou seja, meios de servir a Deus e ao seu povo. Ambos exigem pessoas espirituais, "cheias do Espírito", para exercê-los. [...] A única diferença está na forma que cada ministério assume, exigindo dons e chamados diferentes.

Marshall (2008, p. 123), escrevendo sobre esta questão, afirma que: "Não se sugere necessariamente que servir às mesas está num nível mais baixo do que as orações e o ensino; a ênfase dirige-se ao fato de que a tarefa à qual os Doze foram especificamente chamados era de testemunho e evangelização."

Se esta verdade e realidade fosse entendida nos dias atuais, muitos diáconos louvariam a Deus pelo que fazem, em vez de viverem reclamando, e de buscarem atividades e posições para as quais não foram vocacionados. Por outro lado, muitos presbíteros, evangelistas e pastores deixariam de olhar para os diáconos com um ar arrogante de superioridade ministerial. Tanto para o serviço ou ministério diaconal, quanto para o serviço ou ministério pastoral, é utilizado o termo grego diaconía (v. 1, 4).

A ASSISTENCIA SOCIAL NOS DIAS ATUAIS

Sempre que o tema "Ajuda aos Necessitados" é abordado, observamos algumas reações e atentamos para alguns fatos no meio evangélico brasileiro. São eles:

1. Um Grande número de alunos, professores, dirigentes e superintendentes de EBD , obreiros e membros em geral da igreja questionam as poucas ações concretas nesta área (chamada de "social");

2. Líderes de igrejas, aproveitando o tema em evidência, resolvem fazer campanhas de doações e socorro aos necessitados, para não muito tempo depois abandonarem a prática;

3. Se percebe que muitas igrejas nunca vão além da simples distribuição aleatória de cestas básicas, sem nenhum levantamento das reais necessidades dos beneficiários;

4. Uma ênfase num certo socialismo ou comunismo cristão, fruto de uma interpretação equivocada do tema "Comunidade dos Bens" é dada. Interessante, é que os que defendem teoricamente esta ideia não a coloca em prática, partilhando todos os seus bens com os necessitados;

5. Irmãos, individualmente ou em "grupos", diante do descaso da "instituição" ou da "comunidade cristã" com a ajuda aos necessitados, acabam se achando no direito de administrarem os próprios dízimos e ofertas, não levando em consideração as recomendações (ou determinações) da liderança;

6. Igrejas se mobilizam para prestar socorro às vítimas de grandes catástrofes naturais em outras regiões, mas no seu dia a dia se esquecem de socorrer os seus necessitados (domésticos na fé), e os que vivem em situação de miséria na localidade onde está estabelecida;

7. Para dizer que socorrem os necessitados, algumas igrejas afirmam manter hospitais, escolas, creches, orfanatos e abrigos de idosos funcionando. Acontece que em alguns casos, as condições de atendimento e assistência são muito precárias. As pessoas lá atendidas sofrem de um grande descaso, desumanização e maltratos;

8. É afirmado ainda por alguns, que a igreja faz o trabalho social muito bem, mas sofre por não divulgá-lo. Entendo que pelo menos os membros deveriam tomar conhecimento das ações em favor dos necessitados;

9. A calamidade dos necessitados se acentua diante da ostentação e da vida regalada de algumas lideranças, através da aquisição e exibição dos símbolos capitalistas de "poder" e "status ministerial". Na versão e lógica "espirituosa" deste capitalismo selvagem (Teologia da Prosperidade e da Vitória Financeira), quanto mais o pastor ou líder ficar rico (ou pelo menos parecer), mais demonstrará o quanto o seu ministério é abençoado por Deus. Obviamente esta lógica acaba trazendo problemas para alguns líderes de igrejas na atualidade. Por exemplo, podemos citar a necessidade de um pastor precisar de "seguranças". Tal necessidade é resultado direto da ostentação já citada. Citamos ainda o receio que alguns possuem de terem seus filhos ou parentes sequestrados. Não consigo imaginar Jesus, Pedro, Paulo, João, Tomás de Aquino, Agostinho, Lutero, Calvino e outros ícones da fé precisando de seguranças particulares. Alguma (ou muita) coisa está errada. Viver dignamente do evangelho foi trocado por viver esplendorosamente do evangelho;

10. É interessante também afirmar, que diante do exposto no ponto acima, dentro de um mesmo ministério, há líderes que abusam das regalias enquanto outros passam extrema necessidade. A ideia, volto a deixar claro, não é de um socialismo ou comunismo ministerial cristão, falo sim (pois há uma série de fatores subjetivos aqui envolvidos) da necessidade de diminuir a distância "econômica", promovendo um viver digno para todos.

Obviamente, há um bom número de igrejas que fazem um trabalho relevante e exemplar de ajuda aos necessitados.

Não vai adiantar muita coisa (ou nada) tratarmos deste tema, sem refletir sobre a nossa condição (cada um deve assumir a sua responsabilidade), sem discussão, sem propostas de mudanças, sem planos e ações concretas.

Saber sobre e perceber como as coisas estão não é o suficiente. Necessário se faz mobilizar-se para que o nosso discurso religioso e piedoso (eloquência verbal) se torne carne e habite entre nós.

"Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta." (Tg 2.14-17)

Quando as coisas estão devidamente ordenadas e organizadas na igreja local, o resultado natural é o crescimento da palavra através do aumento de sua proclamação e ensino, e como resultado esperado, acontece a multiplicação do número de discípulos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BOOR, Weiner de. Atos dos Apóstolos. Curitiba-PR: Esperança, 2003.

GERMANO, Altair. Estudos Bíblicos & Escritos. Recife-PE: Edição do Autor, 2010.

KISTEMAKER, Simon. Atos. São Paulo: Cultura Cristã, 2006. v.1

MARSHAL, I. Howard.
Atos: Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1982.
STOTT, John R. W. A mensagem de Atos: Até os confins da terra. São Paulo: ABU, 2003.

WILLIAMS, David J. Novo Comentário Bíblico Contemporâneo: Atos. São Paulo: Vida, 1996.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

DISCIPLINA COM SENTIDO DE CORREÇÃO


Provérbios 3.11, 12: “Filho meu, não rejeites a correção do Senhor, nem te enojes da sua repreensão. Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem.”

A disciplina tem o seu sentido mais geral, um ato de correção; é uma forma de buscar o melhoramento de algo ou alguém mediante a alguma regras e correções.
Correção é ação ou resultado de corrigir, o ato de reajustar algo ou alguém que não está bem, ou seja, que não está de acordo com os moldes que lhe foi ensinado.

Há um ditado que diz: “Só levanta para ensinar, quem um dia sentou para aprender.” E é bem verdade este ditado, pois como posso querer corrigir, se antes não goste de receber correção. Hoje existem muitos que não dão ouvidos aos pais, nem aos seus professores, pastores e mais velhos, pois se acham o dono da verdade, e muitas vezes querem corrigir a quem está errado quando ele mesmo nem aceita uma disciplina de outras pessoas.
Este que não aceita a correção é chamado na Bíblia como um ser TOLO, “O tolo despreza a correção de seu pai, mas o que observa a repreensão prudentemente se haverá.” (Provérbios 15.5)
Portanto, você que está debaixo da correção, permaneça assim, pois és bem aventurado, pois Deus corrige a quem ele ama. (Apocalipse 3.19) O que ama a correção ama o conhecimento, mas o que aborrece a repreensão é um bruto. (Provérbios 12.1)

AS TRÊS COMPANHEIRAS DA CORREÇÃO: Sem elas a correção não vive só.

1-      Confissão:
Para que a correção possa ter influência em nossas vidas, é necessário que possamos cumprir algumas regras e a primeira é confessar os nossos erros, para estarmos prontos para recebermos as correções para reajustarmos a nossa vida. Mas a correção não pode ser de qualquer forma. Tem que ser com o coração quebrantado, tem que ser de forma humilde perante o Senhor Deus.
Em Josué encontramos a forma como Josué debaixo da vontade de Deus desejava ver a forma de declaração de Acã: “Filho meu, dá, peço-te, glória ao Senhor, Deus de Israel, e faze confissão perante ele; e declara-me agora o que fizeste, não mo ocultes.” (Josué 7.19)
Acã não mostrou esta forma de confissão, por isso foi castigado e o seu castigo foi a morte, portanto amados irmãos, com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. (Romanos 10.10)

2-      Arrependimento:
A segunda regra é estarmos certos de mudarmos nossas opiniões ou atitudes que foram fatos no passado. Será que estamos pronto para este arrependimento. Arrepende-te, pois; (Apocalipse 2.16ª)
Davi demonstrou arrependimento diante a sua confissão perante o profeta Natã: “Pequei contra o Senhor.” (2 Samuel 12.13ª) Que você neste instante esteja colocando em seu coração o desejo de arrependimento para que Deus possa operar um milagre em sua vida.

3-      Libertação:
Por fim, temos a terceira regra que é a libertação, ao qual podemos também chamar de libertação, pois no momento em que confessamos os nossos atos e demonstramos arrependimento, o Senhor Deus nos concede a libertação por seu filho Jesus Cristo. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres. (João 8.36)

A correção é a verdade que conduz o ser humano a um melhor relacionamento com Deus e os outros. (João 8.32: E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.)

Portanto meus amados irmãos, Pega-te à correção e não a largues; guarda-a, porque ela é a tua vida. (Provérbios 4.13)

Ismael Ramos.

DISCIPLINA A LUZ DA BÍBLIA



Efésios 2.21: “No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor.”

Neste estudo venho com o objetivo de diagnosticar os principais símbolos de disciplina a luz da Bíblia, mas antes, vamos observar o sentido desta palavra mediante dicionários e pesquisas feitas em sites de busca.

Disciplina tem a mesma etimologia da palavra “discípulo”, que significa “aquele que segue”. Então qualquer pessoa que segue uma disciplina, esta pode ser chamada de discípulo.
Segundo o minidicionário contemporâneo da língua portuguesa de Caldas Aulete, disciplina significa:
1.       Princípios de ordem estabelecidos para o funcionamento adequado de instituição, atividade etc.
2.       Sujeição a esses princípios e sua observância, espontânea ou imposta.
3.       Disposição e constância para realizar algo; Persistência.
4.       Área do conhecimento humano, esp. Aquela estudada no ensino escolar; matéria.
Esta palavra por sua vez, significa instruir, educar, ensinar, treinar, corrigir, dando idéia de modelagem total de caráter.
Se levarmos a palavra disciplina para o campo militar, veremos que é considerada uma qualidade a ser perseguida pelos soldados, com o objetivo de torná-los aptos a não se desviarem de uma conduta padrão, desejável para o bem comum da tropa, mesmo em situações de pressão extrema.

Fazendo uma ligação destes sentidos citados acima com a Bíblia, podemos ver que a Bíblia nos fala de vários símbolos para a disciplina cristã, mas destacarei 3:

a)      SOLDADO
Se formos ver o sentido de disciplina no campo militar (citado acima), é o que Cristo também deseja de nós, pois em 2 Timóteo 2.3-5 Paulo diz: “Como soldados de Cristo ajamos de modo disciplinado e perseverante, a fim de agradar ao que nos arregimentou para a guerra.”
O crente deve ser este soldado que siga um modelo de qualidade baseado na Bíblia sagrada, ao ponto de serem aptos a manterem sua conduta padrão até mesmo em pressão extrema que passamos neste mundo vil.

b)      ATLETA
Disciplina vem com sentido de perseverança e o exemplo disso encontramos em 1 Coríntios 9.25: “No tempo antigo, eram os atletas mais do que disciplinados. Na conquista de uma coroa de louro, empenhavam-se além de suas forças.”
O Crente que é um atleta disciplinado (perseverante) encontra o seu objetivo que é Cristo. E o atleta que é disciplinado, mantém o seu ritmo e busca empenhar-se o melhor possível para a conquista da coroa de justiça, a qual o Senhor, Justo juiz, dará a todos os que amarem a sua vinda. (2 Timóteo 4.8)

c)       AGRICULTOR
Em João 4.36 diz: “O agricultor é paciente e disciplinado, pois o cultivo é árduo e estressante. O agricultor prepara a terra, lança a semente, rega, afugenta os predadores e depois colhe os frutos.”
O Crente deve está pronto para suportar o cultivo árduo e estressante, pois somente quem é disciplinado, sabe regar, preparar e cultivar a terra com paciência.

A disciplina é para todos quantos estão prontos para recebê-la, independente da situação em que esteja, seja ela boa ou não, mas o que tenho a lhe dizer é que toda correção é para um melhor crescimento da igreja. Pois Deus repreende e castiga a todos quanto ama; sê, pois zeloso e arrepende-te. (Apocalipse 3.19)
Pois, qual edifício bem ajustado, não cresce?!
Bem sei que a igreja de Cristo está até hoje em pé, pois ainda existem cristãos disciplinados e que tem o maior prazer em ver a igreja do Senhor crescer. Que você a partir deste instante possa também ter esse desejo de seguir os ensinamentos de Cristo de forma a manter-se firme buscando o crescimento para templo santo no Senhor.

Por Ismael Ramos.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

VOCÊ QUER MESMO SER UM VENCEDOR EM 2011?

Comecei ontem a escrever pequenas frases no Twitter e no Facebook que começam assim “Para vencer no Ano Novo”. E desejo, a partir delas, escrever textos inspirativos neste blog que ajudem o querido internauta a ser bem-sucedido não somente no começo deste ano, mas em todos os meses de 2011. Transcreverei aqui as tais frases, acompanhadas de comentários.
Para vencer em 2011, leia a Bíblia e bons livros. O segredo do cristão vencedor está no tempo que ele dedica à Palavra de Deus e ao Deus da Palavra. Dedique à leitura bíblica com meditação o mesmo tempo que você dedica ao Twitter, ao Facebook, ao Orkut, ao seu blog... Duro é esse discurso, não? Mas leia também bons livros. Eu, por exemplo, ganhei do meu irmão, o pastor Renato Zibordi, a motivadora obra Pão Diário, da RTN. Esse ótimo livro devocional será objeto de minha leitura cotidiana.
Para vencer em 2011, tenha uma vida de oração. Jesus Cristo, o nosso modelo, sempre viveu em oração. Orar é mais que dizer a Deus o que precisamos. Afinal, Ele já conhece todas as nossas necessidades! Quem ora demonstra que possui um bom relacionamento com o Pai celestial. E Ele se alegra quando abrimos o nosso coração para Ele. Mas lembre-se: oração deve envolver adoração e louvor, ações de graça, intercessão e súplica pessoal. Não significa cobrar, decretar, exigir, determinar... Medite em Mateus 6 (todo o capítulo).
Para vencer em 2011, frequente a Escola Dominical. Eu nem sempre posso estar nessa maravilhosa escola, em razão das viagens que faço ao longo do ano, que não são poucas. Contudo, pretendo envidar todos os esforços para aprender mais da Palavra e apreendê-la em meu coração juntamente com a minha família na Escola Bíblica Dominical. Por isso, através deste blog, lancei a campanha: “Para ter um 2011 especial, participe da Escola Dominical”.
Para vencer em 2011, “seja amigo” e “siga” na Internet pessoas que possuem (ou pelo menos aparentam ter) motivações nobres. Seguir e ser amigo, em blogs e redes sociais, como Twitter, Facebook e Orkut, significa apenas acompanhar o que alguém publica. É bom explicar isso, pois há internautas que levam tudo ao pé letra. Amigos virtuais são muitos. Amigos verdadeiros, pouquíssimos. É claro que, em nossa caminhada, precisamos ter amigos de verdade e seguir ao maior de todos os amigos, o Senhor Jesus (Lc 9.23; Jo 15.13).
Para vencer em 2011, “Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia, para que também te não faças semelhante a ele” (Pv 26.4). Depois de algumas experiências desagradáveis na grande rede, descobri que não vale a pena debater com pessoas tolas, iracundas, invejosas, mal-intencionadas, soberbas, ainda que se considerem muito sábias. A melhor coisa a fazer é ignorá-las, deixando que escrevam no livro de Deus as suas palavras torpes, caluniosas e maldosas. Como dizem as Escrituras, “todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” (2 Co 5.10).
Em tempo: Feliz Ano Novo!
Ciro Sanches Zibordi

QUANDO O CRENTE NÃO ORA - Ev. Robson Manoel

Em lições passadas, estudamos sobre a importância da Oração, o que é oração, a oração no AT e em um NT, estudamos ainda sobre homens que viveram uma vida regada de oração, homens que foram bem sucedidos em tudo. Hoje, iremos estudar sobre o crente que não ora e as consequências sofridas pela ausência de oração em sua vida.
QUANDO O CRENTE ORA... MAS QUANDO O CRENTE NÃO ORA?
O crente que não ora, tende a desobedecer, não tem comunhão com o Pai, não tem Fé, é insubmisso e não vive debaixo da dependência do Senhor. A ausência de oração em Israel levou o povo por diversas vezes a apostasia. Geazi, servo do profeta Eliseu, viveu ao lado desse homem por muitos anos, mas nos deixa o exemplo, que intimidade com Deus é algo pessoal, Eliseu tinha, Geazi não (2Rs 5.20-27; 6.14-16). Você é o crente Geazi ou o crente Eliseu? Analisando a história dos dois, observamos que Eliseu foi um vitorioso, um profeta bem sucedido, quanto a Geasi, resta apenas alguns relatos sombrios de sua vida.
Quando o crente não ora... É impossível!
É a oração que liga a alma do homem a Deus (Jr 33.3)
É a oração que salva e liberta (Mt 17.21; Rm 10.9)
É a oração que abre portas (Mt 7.7; At 12.15-25)
A oração é a arma do crente para vencer o mundo (Rm 15.30)
Jesus venceu as potestades, foi ao inferno e tomou à chave da morte. Sua vida no NT foi uma vida de oração (Mc 1.35; Lc 5.16; 6.12), no batismo (Lc 3.21-33), na escolha dos dozes apóstolos (Lc 6.21), na confissão de Pedro (9.18), no Getsêmani (Lc 22.39) e na transfiguração (9.28).Foi ele quem fez a oração mais longa do NT Jo 17. Jesus ora novamente por aquela glorificação que vem com a cruz (1-5), pelos seus discípulos (VV. 6-9) e pela Igreja Cristã que viria a existir (VV. 20-25).
PALAVRA CHAVE (OBEDIÊNCIA)
As palavras hebraicas e gregas traduzidas como obedecer ou obediência são geralmente shama‘ e as cognatas de akuo. O significado básico de ambas é “ouvir”. De fato, muitas vezes que o tradutor se confronta com estas palavras e seus cognatos, é muito difícil determinar se a tradução mais apropriada é ouvir ou obedecer. Esta dificuldade, porém, oferece uma visão profunda do conceito bíblico básico de obediência, um conceito que ocorre tanto no AT como no NT.
Muitas passagens referentes ao ouvir e a obediência obviamente têm em vista este aspecto de resposta positiva e ativa. “Quem tem ouvido para ouvir, ouça (Mt 11.15; 13.9, 43; Ap 2.7,11,17,29; 3.6,13,22; 13.9). VEJA OUVIDO. “O homem sábio é aquele que ouve as minhas palavras e as pratica (Dt 5.1; Mt 7.24; Tg 1.19; Ap 1.3).

Ev. Robson Manoel Lucena e-mail:ebd@assembleiadedeus-abreuelima.org
(Fone EBD: 41091966) FONTES BIBLIOGRÁFICAS Bíblias de Estudos: Pentecostal, Explicada, Almeida, Aplicação Pessoal, Dake; Estudo Panorâmico da Bíblia (ED. Vida); DC Vine, wycliffe, strong, Aurélio; Teologia Sistemática de Eurico Bergstén (CPAD); Teologia Sistemática (Charles Hodge, Hagnos); Enciclopédia de Bíblia “Teologia e Filosofia” R.N. Champlin (HAGNOS); DC internacional de Teologia do NT (Vida Nova); DC da Bíblia John D. Davis; Pequena Enciclopédia Bíblica (O.S. Boyer).

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O Professor como Animador de Inteligências

(Pr. Marcos Tuler)
Você considera seus alunos inteligentes? Já observou se eles pensam bem antes de responder a uma questão mais elaborada? Costumam compreender, interpretar e assimilar o conteúdo recebido, com certa facilidade? O que significa ser inteligente? O vocábulo “inteligência” vem da junção de duas palavras latinas, inter “entre” e eligere “escolher”. No sentido amplo, inteligência é a capacidade cerebral pela qual conseguimos compreender as coisas a partir da escolha do melhor caminho. Entretanto, no sentido mais restrito, podemos dizer que inteligência é a capacidade de resolver problemas novos por meio do pensamento. De certo modo, isso concorda com o ensinamento geral da Bíblia sobre o assunto: Deus nos fez com a habilidade de nos adaptarmos às novas situações e problemas da vida. Ele nos criou com a competência de pensar. Por isso, em sala de aula, devemos oferecer aos nossos alunos a oportunidade da iniciativa, criatividade e esforço próprio, sem os quais, jamais desenvolverão amplamente sua capacidade cognitiva  -  imprescindível à aprendizagem.

Quem é o aluno inteligente?

Você é capaz de identificá-lo? Ele está em sua classe? O aluno inteligente não é somente aquele que aprende com facilidade, mas também o que se adapta às situações inéditas e problemas da vida. Ele pensa reflexivamente e exprime suas opiniões e idéias com clareza e exatidão. É aquele que está sempre pronto para aprender coisas novas, conforme ensinou Francis Bacon, “um homem inteligente consegue criar mais oportunidades do que ele encontra.”
 
Por que animador de inteligências?

A pedagogia moderna diz que ensinar é fazer pensar, é estimular para resolução de problemas. Portanto, o mestre deve estimular o educando a pensar por conta própria. Ou seja, produzir pensamentos novos por sua própria vontade e esforço. Não se sabe bem por que, mas há professores, tanto na educação secular quanto na cristã, que não propiciam a seus alunos a oportunidade de pensar com autonomia. O Mestre dos mestres não agiu desse modo! Jesus sempre estimulou seus discípulos a pensarem por meio de perguntas inquiridoras e situações que requeriam profunda reflexão. Seus questionamentos indiretos exigiam que os discípulos comparassem, examinassem, relembrassem e avaliassem o que havia aprendido. Ao ensinar a multidão por meio de parábolas, sua intenção nunca foi a de confundir seus ouvintes, mas, sim, de estimulá-los a descobrir o significado das palavras que Ele proferia.
Ao longo de alguns anos venho enfatizando que o professor não é apenas um transferidor de informações e conhecimentos. Sua principal função, segundo Gardner, é animar, estimular, despertar as potencialidades e as múltiplas inteligências de seus alunos. Contar histórias para crianças é uma excelente técnica de ensino, mas por que terminá-las sempre? O ideal é que a criança interaja com a história contada, apresentando o final dela ou trechos que pressuponham continuidade.

Incentive a construção do pensamento
Outra prática interessante é incentivar os alunos a recontar a lição com suas próprias palavras, oralmente ou por escrito. Isso faz com que apreendam e assimilem o pensamento central do conteúdo de ensino com mais facilidade. O professor não deve formular perguntas com respostas óbvias. O correto é elaborar questões que lhes permitam refletir criticamente em mais de uma possibilidade de resposta. Na procura pelas melhores e mais adequadas respostas, os alunos ponderam, analisam as experiências anteriores e buscam novas informações que os ajudam a esclarecer, explicar e validar a nova experiência de aprendizagem.

O aluno que pensa com autonomia tem iniciativa, determinação, e está apto para colaborar com o professor e partilhar seus conhecimentos com os colegas. Pensar é aprender a ser livre, responsável e honrado. É duvidar, questionar, não de forma altaneira, orgulhosa, presunçosa, mas visando o bem comum. Pensar não é repetir ou simplesmente reproduzir. É ativar o que de nobre há no ser humano, porque pensar é também sentir, intuir. Acerca disso, advertiu-nos o educador norte-americano, John Dewey: “O objetivo da educação devia ser ensinar a pensar, e não ensinar o que pensar”.

Nossos alunos não são “mentes vazias”
O professor deve abandonar a retrógrada postura de não reconhecer os saberes de seus alunos, uma vez que trazem consigo os conhecimentos adquiridos em outras situações de aprendizagem, vivências e experiências. Conforme afirmou David Ausubel, “o fato singular mais importante que influencia a aprendizagem é aquilo que o aprendiz já conhece”.

Grande parte do que o mestre ensina e pratica em classe não é de sua própria lavra ou propriedade intelectual. Nossos alunos não são “mentes vazias”! Não são recipientes ou bancos de dados, ao contrário, são seres pensantes, criativos, imaginativos, extraordinários. Pensam o tempo todo enquanto recebem nossos conteúdos e instruções. Possuem conhecimentos bíblicos e gerais que precisam ser valorizados e compartilhados. O mestre da Escola Dominical precisa estar atento para essa realidade. Não há mais como “esconder as cartas na manga” à maneira dos “experts” do passado que monopolizavam a informação para se mostrarem superiores a seus alunos. Hoje, a tecnologia de ensino não é mais a informação, e sim, a comunicação. E o professor... bem... o professor assume um papel mais relevante: animador de inteligências coletivas.    

Marcos Tuler é pastor, pedagogo, escritor, conferencista e Reitor da FAECAD (Faculdade de Ciência e Tecnologia da CGADB)
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

NÃO SABE SE CASA OU SE COMPRA UMA BICICLETA?

Artigos sobre namoro e relacionamento.

 


Não sabe se casa ou se compra uma bicicleta?
Geralmente, quem reclama por uma decisão é aquele que quer casar e sabe muito bem disso! Quem não quer ou está em dúvida, vai “empurrando com a barriga”, deixando a vida acontecer pra ver o que vai dar lá na frente.

No entanto, mesmo que aparentemente o “indeciso” não sofra, isso pode não ser exatamente uma verdade. Até porque, se existisse alguém que realmente tivesse certeza absoluta de que não quer se comprometer, certamente nem se envolveria. Mas não é isso o que acontece.

Até mesmo quem não sabe o que quer, prefere “ficar”, beijar, divertir-se e aproveitar as delícias de um encontro amoroso a permanecer sozinho. Ou seja, a grande maioria dos seres humanos – pra não correr o risco de generalizar dizendo todos – quer, sobretudo, compartilhar sua vida com alguém.

Talvez aqui coubesse bem o célebre verso de nosso querido Vinícius de Moraes: “Fundamental é mesmo o amor. É impossível ser feliz sozinho”. Sim, porque sozinho, sozinho, não conheço ninguém que queira de fato ficar!

Então, por que será que, vira e mexe, conhecemos ou ouvimos falar de um fulano ou uma sicrana que fica-mas-não-namora, namora-mas-não-casa, ou ainda, casa-mas-não-se comporta-como-tal? Qual será a dificuldade ou o medo de assumir integralmente um compromisso, com todos os ônus e bônus que essa escolha significa?

E convenhamos: esse dilema não deve ser nada recente, também nada deve ter a ver com a modernidade ou as facilidades dos encontros virtuais, já que até nossos avós citavam, de vez em quando, o famoso dito popular “o sujeito não sabe se casa ou se compra uma bicicleta”. Ou seja, a história da dúvida vem de longe!

Sim, claro, nem sempre é fácil tomar uma decisão tão importante sem ter nenhuma duvidazinha sequer. No entanto, isso é muito diferente de ir arrastando relacionamentos indefinidamente. Esse quadro revela, antes de tudo, alguém que precisa investir urgentemente em autoconhecimento e amadurecer afetivamente para poder fazer escolhas que possibilitem a si e ao outro a visão de uma luzinha que seja no fim do túnel.

Porque enquanto isso não acontece, o que vemos são pessoas cansadas de cobrar uma posição, inseguras pela falta de certezas do outro e até, dependendo do nível do “embromation”, com vontade de por à prova esse amor que mais parece de araque!

Pois bem, se não podemos negar que quem vai aguentando mais um pouco, sempre à espera da decisão do outro, certamente está colaborando para que a situação perdure, também não podemos – de forma alguma – simplesmente absolver quem fica em cima do muro, esquentando lugar, atrasando a vida alheia, sem nunca dar o próximo passo!

Ninguém é obrigado a um “sim” do qual não esteja certo, isso é verdade. Mas é dever de todos, isso sim, ser sincero, claro, transparente e objetivo. Não quer casar ou está em dúvida? Tudo bem. É seu direito! Mas se esse cenário está virando enredo de novela mexicana, então, mesmo correndo o risco de ficar só, ao menos seja autêntico e íntegro o bastante para dizer ao outro com todas as letras, sem rodeios, sem enrolação, sem desculpas, sem lero-lero.

Por fim, tente, tanto quanto conseguir, ser coerente. Dizer que não quer ou que está em dúvida e continuar rodeando como mosca sobre pão-doce, é covardia pura. Quem quer casar sempre tem esperança de que o outro também queira, e esse desejo faz bastante sentido. Portanto, que você não seja voluntário para desiludir, amargar e fazer secar o sentimento de quem tanto lhe quer bem... Isto é, sem dúvida, atitude de quem demonstra pelo outro, no mínimo, respeito e consideração!