sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

DISCIPLINA A LUZ DA BÍBLIA



Efésios 2.21: “No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor.”

Neste estudo venho com o objetivo de diagnosticar os principais símbolos de disciplina a luz da Bíblia, mas antes, vamos observar o sentido desta palavra mediante dicionários e pesquisas feitas em sites de busca.

Disciplina tem a mesma etimologia da palavra “discípulo”, que significa “aquele que segue”. Então qualquer pessoa que segue uma disciplina, esta pode ser chamada de discípulo.
Segundo o minidicionário contemporâneo da língua portuguesa de Caldas Aulete, disciplina significa:
1.       Princípios de ordem estabelecidos para o funcionamento adequado de instituição, atividade etc.
2.       Sujeição a esses princípios e sua observância, espontânea ou imposta.
3.       Disposição e constância para realizar algo; Persistência.
4.       Área do conhecimento humano, esp. Aquela estudada no ensino escolar; matéria.
Esta palavra por sua vez, significa instruir, educar, ensinar, treinar, corrigir, dando idéia de modelagem total de caráter.
Se levarmos a palavra disciplina para o campo militar, veremos que é considerada uma qualidade a ser perseguida pelos soldados, com o objetivo de torná-los aptos a não se desviarem de uma conduta padrão, desejável para o bem comum da tropa, mesmo em situações de pressão extrema.

Fazendo uma ligação destes sentidos citados acima com a Bíblia, podemos ver que a Bíblia nos fala de vários símbolos para a disciplina cristã, mas destacarei 3:

a)      SOLDADO
Se formos ver o sentido de disciplina no campo militar (citado acima), é o que Cristo também deseja de nós, pois em 2 Timóteo 2.3-5 Paulo diz: “Como soldados de Cristo ajamos de modo disciplinado e perseverante, a fim de agradar ao que nos arregimentou para a guerra.”
O crente deve ser este soldado que siga um modelo de qualidade baseado na Bíblia sagrada, ao ponto de serem aptos a manterem sua conduta padrão até mesmo em pressão extrema que passamos neste mundo vil.

b)      ATLETA
Disciplina vem com sentido de perseverança e o exemplo disso encontramos em 1 Coríntios 9.25: “No tempo antigo, eram os atletas mais do que disciplinados. Na conquista de uma coroa de louro, empenhavam-se além de suas forças.”
O Crente que é um atleta disciplinado (perseverante) encontra o seu objetivo que é Cristo. E o atleta que é disciplinado, mantém o seu ritmo e busca empenhar-se o melhor possível para a conquista da coroa de justiça, a qual o Senhor, Justo juiz, dará a todos os que amarem a sua vinda. (2 Timóteo 4.8)

c)       AGRICULTOR
Em João 4.36 diz: “O agricultor é paciente e disciplinado, pois o cultivo é árduo e estressante. O agricultor prepara a terra, lança a semente, rega, afugenta os predadores e depois colhe os frutos.”
O Crente deve está pronto para suportar o cultivo árduo e estressante, pois somente quem é disciplinado, sabe regar, preparar e cultivar a terra com paciência.

A disciplina é para todos quantos estão prontos para recebê-la, independente da situação em que esteja, seja ela boa ou não, mas o que tenho a lhe dizer é que toda correção é para um melhor crescimento da igreja. Pois Deus repreende e castiga a todos quanto ama; sê, pois zeloso e arrepende-te. (Apocalipse 3.19)
Pois, qual edifício bem ajustado, não cresce?!
Bem sei que a igreja de Cristo está até hoje em pé, pois ainda existem cristãos disciplinados e que tem o maior prazer em ver a igreja do Senhor crescer. Que você a partir deste instante possa também ter esse desejo de seguir os ensinamentos de Cristo de forma a manter-se firme buscando o crescimento para templo santo no Senhor.

Por Ismael Ramos.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

VOCÊ QUER MESMO SER UM VENCEDOR EM 2011?

Comecei ontem a escrever pequenas frases no Twitter e no Facebook que começam assim “Para vencer no Ano Novo”. E desejo, a partir delas, escrever textos inspirativos neste blog que ajudem o querido internauta a ser bem-sucedido não somente no começo deste ano, mas em todos os meses de 2011. Transcreverei aqui as tais frases, acompanhadas de comentários.
Para vencer em 2011, leia a Bíblia e bons livros. O segredo do cristão vencedor está no tempo que ele dedica à Palavra de Deus e ao Deus da Palavra. Dedique à leitura bíblica com meditação o mesmo tempo que você dedica ao Twitter, ao Facebook, ao Orkut, ao seu blog... Duro é esse discurso, não? Mas leia também bons livros. Eu, por exemplo, ganhei do meu irmão, o pastor Renato Zibordi, a motivadora obra Pão Diário, da RTN. Esse ótimo livro devocional será objeto de minha leitura cotidiana.
Para vencer em 2011, tenha uma vida de oração. Jesus Cristo, o nosso modelo, sempre viveu em oração. Orar é mais que dizer a Deus o que precisamos. Afinal, Ele já conhece todas as nossas necessidades! Quem ora demonstra que possui um bom relacionamento com o Pai celestial. E Ele se alegra quando abrimos o nosso coração para Ele. Mas lembre-se: oração deve envolver adoração e louvor, ações de graça, intercessão e súplica pessoal. Não significa cobrar, decretar, exigir, determinar... Medite em Mateus 6 (todo o capítulo).
Para vencer em 2011, frequente a Escola Dominical. Eu nem sempre posso estar nessa maravilhosa escola, em razão das viagens que faço ao longo do ano, que não são poucas. Contudo, pretendo envidar todos os esforços para aprender mais da Palavra e apreendê-la em meu coração juntamente com a minha família na Escola Bíblica Dominical. Por isso, através deste blog, lancei a campanha: “Para ter um 2011 especial, participe da Escola Dominical”.
Para vencer em 2011, “seja amigo” e “siga” na Internet pessoas que possuem (ou pelo menos aparentam ter) motivações nobres. Seguir e ser amigo, em blogs e redes sociais, como Twitter, Facebook e Orkut, significa apenas acompanhar o que alguém publica. É bom explicar isso, pois há internautas que levam tudo ao pé letra. Amigos virtuais são muitos. Amigos verdadeiros, pouquíssimos. É claro que, em nossa caminhada, precisamos ter amigos de verdade e seguir ao maior de todos os amigos, o Senhor Jesus (Lc 9.23; Jo 15.13).
Para vencer em 2011, “Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia, para que também te não faças semelhante a ele” (Pv 26.4). Depois de algumas experiências desagradáveis na grande rede, descobri que não vale a pena debater com pessoas tolas, iracundas, invejosas, mal-intencionadas, soberbas, ainda que se considerem muito sábias. A melhor coisa a fazer é ignorá-las, deixando que escrevam no livro de Deus as suas palavras torpes, caluniosas e maldosas. Como dizem as Escrituras, “todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” (2 Co 5.10).
Em tempo: Feliz Ano Novo!
Ciro Sanches Zibordi

QUANDO O CRENTE NÃO ORA - Ev. Robson Manoel

Em lições passadas, estudamos sobre a importância da Oração, o que é oração, a oração no AT e em um NT, estudamos ainda sobre homens que viveram uma vida regada de oração, homens que foram bem sucedidos em tudo. Hoje, iremos estudar sobre o crente que não ora e as consequências sofridas pela ausência de oração em sua vida.
QUANDO O CRENTE ORA... MAS QUANDO O CRENTE NÃO ORA?
O crente que não ora, tende a desobedecer, não tem comunhão com o Pai, não tem Fé, é insubmisso e não vive debaixo da dependência do Senhor. A ausência de oração em Israel levou o povo por diversas vezes a apostasia. Geazi, servo do profeta Eliseu, viveu ao lado desse homem por muitos anos, mas nos deixa o exemplo, que intimidade com Deus é algo pessoal, Eliseu tinha, Geazi não (2Rs 5.20-27; 6.14-16). Você é o crente Geazi ou o crente Eliseu? Analisando a história dos dois, observamos que Eliseu foi um vitorioso, um profeta bem sucedido, quanto a Geasi, resta apenas alguns relatos sombrios de sua vida.
Quando o crente não ora... É impossível!
É a oração que liga a alma do homem a Deus (Jr 33.3)
É a oração que salva e liberta (Mt 17.21; Rm 10.9)
É a oração que abre portas (Mt 7.7; At 12.15-25)
A oração é a arma do crente para vencer o mundo (Rm 15.30)
Jesus venceu as potestades, foi ao inferno e tomou à chave da morte. Sua vida no NT foi uma vida de oração (Mc 1.35; Lc 5.16; 6.12), no batismo (Lc 3.21-33), na escolha dos dozes apóstolos (Lc 6.21), na confissão de Pedro (9.18), no Getsêmani (Lc 22.39) e na transfiguração (9.28).Foi ele quem fez a oração mais longa do NT Jo 17. Jesus ora novamente por aquela glorificação que vem com a cruz (1-5), pelos seus discípulos (VV. 6-9) e pela Igreja Cristã que viria a existir (VV. 20-25).
PALAVRA CHAVE (OBEDIÊNCIA)
As palavras hebraicas e gregas traduzidas como obedecer ou obediência são geralmente shama‘ e as cognatas de akuo. O significado básico de ambas é “ouvir”. De fato, muitas vezes que o tradutor se confronta com estas palavras e seus cognatos, é muito difícil determinar se a tradução mais apropriada é ouvir ou obedecer. Esta dificuldade, porém, oferece uma visão profunda do conceito bíblico básico de obediência, um conceito que ocorre tanto no AT como no NT.
Muitas passagens referentes ao ouvir e a obediência obviamente têm em vista este aspecto de resposta positiva e ativa. “Quem tem ouvido para ouvir, ouça (Mt 11.15; 13.9, 43; Ap 2.7,11,17,29; 3.6,13,22; 13.9). VEJA OUVIDO. “O homem sábio é aquele que ouve as minhas palavras e as pratica (Dt 5.1; Mt 7.24; Tg 1.19; Ap 1.3).

Ev. Robson Manoel Lucena e-mail:ebd@assembleiadedeus-abreuelima.org
(Fone EBD: 41091966) FONTES BIBLIOGRÁFICAS Bíblias de Estudos: Pentecostal, Explicada, Almeida, Aplicação Pessoal, Dake; Estudo Panorâmico da Bíblia (ED. Vida); DC Vine, wycliffe, strong, Aurélio; Teologia Sistemática de Eurico Bergstén (CPAD); Teologia Sistemática (Charles Hodge, Hagnos); Enciclopédia de Bíblia “Teologia e Filosofia” R.N. Champlin (HAGNOS); DC internacional de Teologia do NT (Vida Nova); DC da Bíblia John D. Davis; Pequena Enciclopédia Bíblica (O.S. Boyer).

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O Professor como Animador de Inteligências

(Pr. Marcos Tuler)
Você considera seus alunos inteligentes? Já observou se eles pensam bem antes de responder a uma questão mais elaborada? Costumam compreender, interpretar e assimilar o conteúdo recebido, com certa facilidade? O que significa ser inteligente? O vocábulo “inteligência” vem da junção de duas palavras latinas, inter “entre” e eligere “escolher”. No sentido amplo, inteligência é a capacidade cerebral pela qual conseguimos compreender as coisas a partir da escolha do melhor caminho. Entretanto, no sentido mais restrito, podemos dizer que inteligência é a capacidade de resolver problemas novos por meio do pensamento. De certo modo, isso concorda com o ensinamento geral da Bíblia sobre o assunto: Deus nos fez com a habilidade de nos adaptarmos às novas situações e problemas da vida. Ele nos criou com a competência de pensar. Por isso, em sala de aula, devemos oferecer aos nossos alunos a oportunidade da iniciativa, criatividade e esforço próprio, sem os quais, jamais desenvolverão amplamente sua capacidade cognitiva  -  imprescindível à aprendizagem.

Quem é o aluno inteligente?

Você é capaz de identificá-lo? Ele está em sua classe? O aluno inteligente não é somente aquele que aprende com facilidade, mas também o que se adapta às situações inéditas e problemas da vida. Ele pensa reflexivamente e exprime suas opiniões e idéias com clareza e exatidão. É aquele que está sempre pronto para aprender coisas novas, conforme ensinou Francis Bacon, “um homem inteligente consegue criar mais oportunidades do que ele encontra.”
 
Por que animador de inteligências?

A pedagogia moderna diz que ensinar é fazer pensar, é estimular para resolução de problemas. Portanto, o mestre deve estimular o educando a pensar por conta própria. Ou seja, produzir pensamentos novos por sua própria vontade e esforço. Não se sabe bem por que, mas há professores, tanto na educação secular quanto na cristã, que não propiciam a seus alunos a oportunidade de pensar com autonomia. O Mestre dos mestres não agiu desse modo! Jesus sempre estimulou seus discípulos a pensarem por meio de perguntas inquiridoras e situações que requeriam profunda reflexão. Seus questionamentos indiretos exigiam que os discípulos comparassem, examinassem, relembrassem e avaliassem o que havia aprendido. Ao ensinar a multidão por meio de parábolas, sua intenção nunca foi a de confundir seus ouvintes, mas, sim, de estimulá-los a descobrir o significado das palavras que Ele proferia.
Ao longo de alguns anos venho enfatizando que o professor não é apenas um transferidor de informações e conhecimentos. Sua principal função, segundo Gardner, é animar, estimular, despertar as potencialidades e as múltiplas inteligências de seus alunos. Contar histórias para crianças é uma excelente técnica de ensino, mas por que terminá-las sempre? O ideal é que a criança interaja com a história contada, apresentando o final dela ou trechos que pressuponham continuidade.

Incentive a construção do pensamento
Outra prática interessante é incentivar os alunos a recontar a lição com suas próprias palavras, oralmente ou por escrito. Isso faz com que apreendam e assimilem o pensamento central do conteúdo de ensino com mais facilidade. O professor não deve formular perguntas com respostas óbvias. O correto é elaborar questões que lhes permitam refletir criticamente em mais de uma possibilidade de resposta. Na procura pelas melhores e mais adequadas respostas, os alunos ponderam, analisam as experiências anteriores e buscam novas informações que os ajudam a esclarecer, explicar e validar a nova experiência de aprendizagem.

O aluno que pensa com autonomia tem iniciativa, determinação, e está apto para colaborar com o professor e partilhar seus conhecimentos com os colegas. Pensar é aprender a ser livre, responsável e honrado. É duvidar, questionar, não de forma altaneira, orgulhosa, presunçosa, mas visando o bem comum. Pensar não é repetir ou simplesmente reproduzir. É ativar o que de nobre há no ser humano, porque pensar é também sentir, intuir. Acerca disso, advertiu-nos o educador norte-americano, John Dewey: “O objetivo da educação devia ser ensinar a pensar, e não ensinar o que pensar”.

Nossos alunos não são “mentes vazias”
O professor deve abandonar a retrógrada postura de não reconhecer os saberes de seus alunos, uma vez que trazem consigo os conhecimentos adquiridos em outras situações de aprendizagem, vivências e experiências. Conforme afirmou David Ausubel, “o fato singular mais importante que influencia a aprendizagem é aquilo que o aprendiz já conhece”.

Grande parte do que o mestre ensina e pratica em classe não é de sua própria lavra ou propriedade intelectual. Nossos alunos não são “mentes vazias”! Não são recipientes ou bancos de dados, ao contrário, são seres pensantes, criativos, imaginativos, extraordinários. Pensam o tempo todo enquanto recebem nossos conteúdos e instruções. Possuem conhecimentos bíblicos e gerais que precisam ser valorizados e compartilhados. O mestre da Escola Dominical precisa estar atento para essa realidade. Não há mais como “esconder as cartas na manga” à maneira dos “experts” do passado que monopolizavam a informação para se mostrarem superiores a seus alunos. Hoje, a tecnologia de ensino não é mais a informação, e sim, a comunicação. E o professor... bem... o professor assume um papel mais relevante: animador de inteligências coletivas.    

Marcos Tuler é pastor, pedagogo, escritor, conferencista e Reitor da FAECAD (Faculdade de Ciência e Tecnologia da CGADB)
Contatos

marcos.tuler@cpad.com.br
www.marcostuler.com.br
www.prmarcostuler.blogspot.com.br

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

NÃO SABE SE CASA OU SE COMPRA UMA BICICLETA?

Artigos sobre namoro e relacionamento.

 


Não sabe se casa ou se compra uma bicicleta?
Geralmente, quem reclama por uma decisão é aquele que quer casar e sabe muito bem disso! Quem não quer ou está em dúvida, vai “empurrando com a barriga”, deixando a vida acontecer pra ver o que vai dar lá na frente.

No entanto, mesmo que aparentemente o “indeciso” não sofra, isso pode não ser exatamente uma verdade. Até porque, se existisse alguém que realmente tivesse certeza absoluta de que não quer se comprometer, certamente nem se envolveria. Mas não é isso o que acontece.

Até mesmo quem não sabe o que quer, prefere “ficar”, beijar, divertir-se e aproveitar as delícias de um encontro amoroso a permanecer sozinho. Ou seja, a grande maioria dos seres humanos – pra não correr o risco de generalizar dizendo todos – quer, sobretudo, compartilhar sua vida com alguém.

Talvez aqui coubesse bem o célebre verso de nosso querido Vinícius de Moraes: “Fundamental é mesmo o amor. É impossível ser feliz sozinho”. Sim, porque sozinho, sozinho, não conheço ninguém que queira de fato ficar!

Então, por que será que, vira e mexe, conhecemos ou ouvimos falar de um fulano ou uma sicrana que fica-mas-não-namora, namora-mas-não-casa, ou ainda, casa-mas-não-se comporta-como-tal? Qual será a dificuldade ou o medo de assumir integralmente um compromisso, com todos os ônus e bônus que essa escolha significa?

E convenhamos: esse dilema não deve ser nada recente, também nada deve ter a ver com a modernidade ou as facilidades dos encontros virtuais, já que até nossos avós citavam, de vez em quando, o famoso dito popular “o sujeito não sabe se casa ou se compra uma bicicleta”. Ou seja, a história da dúvida vem de longe!

Sim, claro, nem sempre é fácil tomar uma decisão tão importante sem ter nenhuma duvidazinha sequer. No entanto, isso é muito diferente de ir arrastando relacionamentos indefinidamente. Esse quadro revela, antes de tudo, alguém que precisa investir urgentemente em autoconhecimento e amadurecer afetivamente para poder fazer escolhas que possibilitem a si e ao outro a visão de uma luzinha que seja no fim do túnel.

Porque enquanto isso não acontece, o que vemos são pessoas cansadas de cobrar uma posição, inseguras pela falta de certezas do outro e até, dependendo do nível do “embromation”, com vontade de por à prova esse amor que mais parece de araque!

Pois bem, se não podemos negar que quem vai aguentando mais um pouco, sempre à espera da decisão do outro, certamente está colaborando para que a situação perdure, também não podemos – de forma alguma – simplesmente absolver quem fica em cima do muro, esquentando lugar, atrasando a vida alheia, sem nunca dar o próximo passo!

Ninguém é obrigado a um “sim” do qual não esteja certo, isso é verdade. Mas é dever de todos, isso sim, ser sincero, claro, transparente e objetivo. Não quer casar ou está em dúvida? Tudo bem. É seu direito! Mas se esse cenário está virando enredo de novela mexicana, então, mesmo correndo o risco de ficar só, ao menos seja autêntico e íntegro o bastante para dizer ao outro com todas as letras, sem rodeios, sem enrolação, sem desculpas, sem lero-lero.

Por fim, tente, tanto quanto conseguir, ser coerente. Dizer que não quer ou que está em dúvida e continuar rodeando como mosca sobre pão-doce, é covardia pura. Quem quer casar sempre tem esperança de que o outro também queira, e esse desejo faz bastante sentido. Portanto, que você não seja voluntário para desiludir, amargar e fazer secar o sentimento de quem tanto lhe quer bem... Isto é, sem dúvida, atitude de quem demonstra pelo outro, no mínimo, respeito e consideração!
 

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O PODER E O MINISTÉRIO DA ORAÇÃO

O relacionamento do cristão com Deus


Entre os anos de 2004 e 2005, durante as terças-feiras dos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, o pastor Pedro de Santana, líder da Assembleia de Deus em Goioerê, estado do Paraná, encarregou-me de ministrar os estudos bíblicos à igreja. A temática daquele período acabou servindo como sugestão do título da revista Lições Bíblicas desse último trimestre do ano, comentada pelo pastor Eliezer de Lira e Silva, da Assembleia de Deus em Curitiba.

Recordo-me que aqueles dias foram responsáveis pelo levantamento de muitas dúvidas que dezenas de membros da igreja — incluindo eu mesmo — tínhamos acerca do assunto. A despeito de ser uma prática milenar e de constituir-se como um dos grandes assuntos da espiritualidade, havendo, justamente por isso, centenas de livros sobre a oração, é natural que dúvidas inusitadas ou assuntos recorrentes surjam. Velhas questões, muitas delas nunca satisfatoriamente respondidas, certamente ainda ocuparão as páginas de obras, inspirarão temas de pregações e estudos e pode ser que elas nos acompanhem até atravessarmos os umbrais da eternidade. Isso obviamente não significa que devemos parar de refletir acerca do assunto, antes, é um convite a que nos debrucemos a respeito do tema, a fim de não reproduzirmos as histerias coletivas que ultimamente tem acontecido por aí.

Coincidência, ou não, há poucos minutos li uma reportagem do jornal carioca O Globo, dizendo que duas clínicas de recuperação para dependentes químicos foram fechadas no interior do estado de São Paulo. O motivo? A única “terapia” utilizada para a “cura” dos drogados era a oração. Não tenho como avaliar o caso, pois precisaria de mais elementos, entretanto, de início, entendo que seja qual for a orientação religiosa, nenhuma clínica pode sentir-se autossuficiente e dispensar os serviços de assistência social, psicológica e médica, com a desculpa que é possível recuperar as pessoas apenas com o “trabalho espiritual”. Tal fato aponta para os equívocos que existem a respeito da oração.

Perspectivas acerca da oração

Um dos nossos grandes erros é achar que conhecemos “muito” (alguns menos lúcidos acham até que sabem “tudo”!) de um assunto, simplesmente por ele ser algo que faz parte do nosso cotidiano. É preciso que quem leciona ou prega, tenha coragem de, tanto quanto possível, pensar coisas simples e comuns de formas, digamos, não muito convencionais e não óbvias. Essa atitude, inevitavelmente, obriga-nos a enxergar dimensões inexploradas acerca de um tema conhecido. Devo adiantar, por exemplo, que não serão consideradas, nesse texto, as chamadas orações multirreligiosas, inter-religiosas, extáticas, verbais, meditativas e contemplativas, mas apenas alguns aspectos de duas delas. Contudo, esse elenco oferece a oportunidade de se vislumbrar o quanto há ainda do tema a ser explorado.

Uma de minhas reflexões preferidas é imaginar quão distinta é a perspectiva divina da oração em relação ao que nós achamos dela. Para grande parte dos cristãos, influenciada pelo pragmatismo, a oração parece ser uma ferramenta ou uma técnica capaz de fazer com que Deus obedeça as nossas ordens ou desejos egoístas. Não acredito em nenhuma “teoria infalível” que pretenda ser uma “receita de bolo” para ensinar os cristãos a “saquearem o céu”. Esse tipo de incentivo ao que pretende ser “oração”, se parece mais com egoísmo, existencialismo ou qualquer outra postura filosófica desse ou de qualquer outro tempo, mas nada tem com o que as Escrituras apresentam (se não de maneira normativa, ao menos, descritiva), em termos de relacionamento com o Eterno — algo que, para mim, define a essência do ato de orar.

O entendimento corrente que reduz a oração ao mero ato de pedir, torna-se inviável diante da atitude de Jesus Cristo para com ela. Várias passagens dos Evangelhos informam que o Senhor retirava-se para orar (Mt 14.23; 26.36,39,44; Mc 6.46; Lc 6.12; 9.28). A despeito das discussões acerca da kenosis, o Senhor não deixou de ser Deus por encarnar-se, mas optou momentaneamente pelo estado de limitação humana, autoprivando-se da imunidade, e sendo vulnerável a todas as demais limitações comuns aos mortais. Ao refletir sobre a inegável verdade de que Jesus Cristo é Deus, nunca ouvi ou li, alguém pensando sobre a questão de o porquê de Ele orar! Se Cristo era e é Deus, existe necessidade de Deus orar? Rapidamente alguém responderá que na condição humana Ele precisava de Deus. Bem isso desconstruiria a verdade de que Ele apenas esvaziou-se, mas não deixou de ser Deus. A grande lição é que, como já disse, a perspectiva divina de oração é diametralmente oposta à nossa. Refletir acerca desse exemplo por parte do nosso Salvador destrói qualquer postura utilitarista a respeito da oração. Jesus Cristo não precisava orar, mas assim procedia pelo fato de que relacionar-se com o Pai é algo da própria natureza de sua divindade.

As motivações que nos levam a orar

Certa vez, um irmão contou-me que comprou um caderno e nele anotava cada minuto dedicado à oração. Em lágrimas ele revelou-me que um dia, ao terminar de orar, antes de fazer a sua anotação, o Senhor Deus disse-lhe, de forma audível, que não estava se agradando de sua postura, e que todas aquelas horas empregadas em “oração” não tinham valor algum, pois serviram apenas para o seu engrandecimento pessoal. Tal foi a surpresa daquele irmão que orgulhava-se das inúmeras horas que contabilizara! Conheço pessoas que sentem prazer em mostrar os seus joelhos “calejados de oração”. Tais demonstrações, na realidade, apontam para os graves e profundos erros que existem em torno de uma das práticas mais comuns do cristianismo. Acerca do assunto, escreve A. W. Tozer, que ao “orarmos, deveríamos avaliar quem está agindo: o desejo do nosso coração ou o Espírito Santo”. Sua conclusão caminha no sentido de que, se a “oração tem sua origem no Espírito, então a luta espiritual pode ser bela e maravilhosa; mas, se somos vítimas de desejos alimentados em nosso coração, a nossa oração pode tornar-se tão carnal quanto qualquer outro ato”.1

Isso significa que propósitos egoístas podem estar escondidos sob uma aparente piedade ritualística. Uma voz melancólica, chorosa e que parece mais teatral que espontânea, longe de evidenciar um perfil piedoso, revela a perspectiva enganosa de alguns em relação a Deus. Não são a mera aparência ou a posição física, a tonalidade ou o timbre da voz, as palavras ou as expressões faciais que levam a oração a ser aceitável diante do Senhor, mas a disposição do coração, as intenções e a motivação com que nos dirigimos a Ele.

Ainda no tocante às nossas motivações para orar, N. T. Wright afirma que quando “nos detemos diante de algumas impressionantes promessas do Novo Testamento (‘Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito’ [Jo 15.7]), descobrimos que elas estão equilibradas por um estranho fenômeno”. A surpresa vem com a revelação que o autor faz na sequência, dizendo que quando “reivindicamos ousadamente essas promessas, descobrimos que, se formos sinceros, nossos desejos e esperanças serão suavemente, porém firmemente remodelados, separados e colocados novamente em ordem”.2 Em outras palavras, nossas prioridades terão sido colocadas de cabeça para baixo e, como na Oração do Pai-Nosso (Mt 6.9-13), em vez de petições meramente temporais e transitórias, certamente, desejaremos o Reino de Deus, a santificação do Nome do Senhor, a vontade soberana e benfazeja dEle, e somente nos lembraremos de nós mesmos em último lugar.

Orações verbais e “silenciosas”

Se fôssemos falar sobre o conteúdo, orações “cristãs” que se parecem mais com o que é praticado no paganismo, “onde”, segundo N. T. Wright, “o ser humano tenta invocar, apaziguar, adular ou subornar o deus do mar, o deus da guerra, o deus do rio ou o deus do casamento para obter favores especiais ou evitar perigos específicos”3, talvez façam qualquer coisa, menos glorificar ao Senhor. Obviamente que isso não quer dizer que não se pode pedir algo que desejamos ou suplicar socorro em momentos de apreensão. Todavia, imaginar Deus como um ser alheio às nossas motivações (algo que, tudo indica, pesa mais que as palavras, os gestos e a posição física), diminui-lhe a divindade, pois faz com que um de seus principais atributos seja negado. “Dizemos”, como afirmou C. S. Lewis, “que Deus é onisciente; contudo, boa parte de nossas orações parece consistir em transmitir-lhe informação”.4

Ultimamente tenho aprendido que o nosso palavrório diante de Deus, “priva-o” de responder-nos e impede-nos de ouvi-lo. Como pentecostais, aprendemos que a “boa oração” é a mais barulhenta, altissonante e verborrágica, não obstante, após fazê-la, é possível que saiamos do ambiente ou que nos levantemos do lugar, muito mais orgulhosos que humildes, e mais cheios de si que do Espírito. Assim, reconsidero historicamente a importância do hesicasmo, não como movimento ou ordem monástica, mas como “prática do silêncio”. Alister McGrath afirma que o “tema do ‘silêncio’ pode estar relacionado ao tema apofático do mistério de Deus, isto é, ao reconhecimento de que a linguagem humana nunca será capaz de fazer jus a Deus”. Tal assunto aponta para a verdade, dita pelo mesmo autor, de que no lugar de “pronunciar clichês banais, a resposta certa ao confronto com toda a maravilha de Deus é o silêncio”. E isso por uma razão muito simples: “Estar em silêncio muitas vezes é condição prévia para a oração eficaz (que pode ser pensada como ‘ouvir Deus’)”. Esse “silêncio” não significa inércia ou frieza espiritual, pois antes de qualquer coisa, não se está discutindo o mero ato de quietude, de afastamento do convívio social, mas o distanciar-se de “todas as distrações para se concentrar em Deus”.5 

A oração como dever e como relacionamento

À guisa de conclusão, eu diria que a “prática do silêncio” colocada por McGrath, leva-nos a pensar o quanto os afazeres e o corre-corre das obrigações diárias, quando não priva-nos de orar, conseguem tirar a nossa concentração no momento de falar com Deus. Para C. S. Lewis o grande problema não está especificamente na falta de atenção, mas no que ele chama de “oração como dever”: “Ora, o que incomoda não é o simples fato de cumprirmos o dever de orar às pressas e de qualquer jeito. O que incomoda de verdade é o fato puro e simples de a oração ser contada entre os deveres”. Essa percepção, segundo Lewis, não indica que estamos fazendo algo para o que não fomos criados, antes, demonstra que se “fôssemos perfeitos, a oração não seria um dever, mas deleite”. Assim, as dificuldades enfrentadas no período da oração ou nos momentos que o antecedem, demonstram apenas que “justo as atividades para as quais fomos criados são, enquanto vivemos na Terra, impedidas de várias maneiras: pelo mau em nós mesmos e nos outros. Não praticá-las é abandonar nossa humanidade. Praticá-las com naturalidade e prazer ainda não é possível. Essa situação cria a categoria do dever, todo o reino do especificamente moral”.6

Mas chegará o dia em que orar não mais será um dever, e tudo o que aqui vivemos em perspectiva, será efetivamente real (1Co 13.12), e a oração se transformará em relacionamento sólido e verdadeiro com Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. Até lá, porém, devemos praticar o dever de orar, buscando sempre o auxílio do Espírito Santo — nosso real e verdadeiro Intercessor (Rm 8.26) — fazendo com que o antegozo daqui, supra-nos momentaneamente a necessidade que somente se satisfará plenamente quando lá estivermos. 

NOTAS

1 TOZER, A. W. Este mundo: Lugar de Lazer ou Campo de Batalha? Descubra a verdadeira missão de um discípulo de Cristo. 2.ed. Rio de Janeiro: Danprewam, 2009, p.27.

2 WRIGHT, N. T. Simplesmente Cristão. Por que o cristianismo faz sentido. 1.ed. Viçosa: Ultimato, 2009, p.183.

3 Ibid., p.175.

4 LEWIS, C. S. Oração: Cartas a Malcolm. Reflexões sobre o diálogo íntimo entre o homem e Deus. 1.ed. São Paulo: Vida, 2009, p.25.

5 MCGRATH, Alister. Uma Introdução à Espiritualidade Cristã. 1.ed. São Paulo: Vida, 2008, pp.191-2.

6 LEWIS, C. S. Oração: Cartas a Malcolm. Reflexões sobre o diálogo íntimo entre o homem e Deus. 1.ed. São Paulo: Vida, 2009, pp.143-46.

 
Publicado originalmente na Revista Ensinador Cristão, nº 44, ano 11, pp.14-6.

sábado, 6 de novembro de 2010

PLANO DE AULA (6ª LIÇÃO) A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO NA VIDA DO CRENTE

“Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno” (Hb 4.16).
Estamos na era da Globalização, tudo gira em torno dela. Riquezas, avanços tecnológicos e científicos, mudanças de costumes, a globalização afeta todas as áreas da sociedade, principalmente comunicação, comércio internacional e liberdade de movimentação, com diferente intensidade dependendo do nível de desenvolvimento e integração das nações ao redor do planeta. Somos influenciados todos os dias pela globalização, a globalização nos afasta do sobrenatural e nos leva para tudo que é lógico. A humanidade inteira está cada dia mais distante de Deus, o Deus que opera todas as coisas e confunde a lógica.

A IMPORTÂCIA DA ORAÇÃO
Quanto tempo dedicamos para Deus? A verdade é que temos dedicado pouco tempo para Deus. As vezes até o buscamos, outras, nem nos lembramos que ele abriu uma avenida no meio do mar. O homem tem negligenciado a oração em sua vida. Observe comigo uma estatística muito interessante: Se você dedicar 30 minutos diários do seu tempo para orar, ao final de 70 anos de existência, terá empregado só um ano orando ao senhor. Se dedicar 3 horas semanais para ir à oração, durante 70 anos, só terá dedicado um ano e três meses em render adoração ao Senhor.
A pior coisa é um crente que não vive uma vida de oração. Os discípulos de Jesus sentiram essa necessidade e pediram-lhe para que lhe ensinasse a orar (Lc 11.1). A oração é a chave da vitória. Consiste na manutenção do contato com o Criador. A oração leva-nos a uma profunda intimidade com o Senhor. A oração deve ser inerente à vida de todos os irmãos. Quanto mais oramos, mais nos fortalecemos espiritualmente, crescemos em Fé e nunca perdemos a esperança.
Quando lemos em Atos dos apóstolos, capítulo três, vemos que o valor da oração é muito grande, ou seja, quando vamos ao templo com o propósito de orar, Deus opera milagres.

TEMPO DE SE APROXIMAR DE DEUS
Hebreus é importante não pelo seu ensino direto sobre a oração, mas por causa de sua doutrina a respeito do Senhor Jesus Cristo como o Grande Sumo Sacerdote que, por sua intersessão junto ao Pai, torn possível a oração cristã (Wycllife Pg.1422).
Paulo escrevendo ao Pastor Timóteo disse: ...Nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos... (2Tm 3.1-5). A humanidade está cada dia mais apostatando do Senhor, o principal motivo dessa apostasia está relacionada exclusivamente a falta de oração.
Isaias disse: “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Is 55.6).
Como se aproximar de Deus? A carta aos Hebreus nos responde essa pergunta dizendo: Com ousadia pelo sangue de Cristo (Hb 10.19), pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou (Hb 10.20), por meio de um grande Sumo Sacerdote (Hb 10.21), com Coração verdadeiro, puro e fé (Hb 10.22-23).

Ev. Robson Manoel Lucena e-mail:ebd@assembleiadedeus-abreuelima.org (Fone: 41091966) FONTES BIBLIOGRÁFICAS Bíblias de Estudos: Pentecostal, Explicada, Almeida, Aplicação Pessoal, Dake; Estudo Panorâmico da Bíblia (ED. Vida); DC Vine, wycliffe, strong, Aurélio; Teologia Sistemática de Eurico Bergstén (CPAD); Teologia Sistemática (Charles Hodge, Hagnos); Enciclopédia de Bíblia “Teologia e Filosofia” R.N. Champlin (HAGNOS); DC internacional de Teologia do NT (Vida Nova); DC da Bíblia John D. Davis; Pequena Enciclopédia Bíblica (O.S. Boyer).